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No aniversário dos ‘coletes amarelos’, ao menos 33 são presos em Paris

Folhapress

“Seguimos aqui, mesmo que Macron não queira, seguimos aqui!”, entoavam os ativistas na Place d'Italie, região sul da capital francesa A polícia usou um canhão de água e disparou gás lacrimogêneo em Paris para conter os milhares de manifestantes que marcavam o primeiro aniversário dos chamados "coletes amarelos" neste sábado pela manhã.

Na Place d'Italie, região sul da capital francesa, uma agência bancária e a fachada de um centro comercial foram vandalizados, diversas lixeiras e um carro foram incendiados, e o mobiliário urbano foi danificado. Havia cerca de 3 mil manifestantes reunidos no local, segundo o jornal "Le Monde".

"Não vamos retroceder. Seguimos aqui, mesmo que [o presidente Emmanuel] Macron não queira, seguimos aqui!", entoavam os ativistas.

Valor

"Seguimos mobilizados porque queremos um futuro melhor para nós e nossos filhos, a situação na França está cada vez pior", disse à agência de notícias AFP Rémi, um funcionário público de 39 anos que não informou seu sobrenome.

Segundo ele, que viajou 250 quilômetros de Borgonha a Paris para participar das marchas, o pouco mais de um salário mínimo que ganha não é suficiente para sustentar seus dois filhos.

Confrontos também eclodiram próximo ao Arco do Triunfo, numa das principais regiões turísticas da cidade, onde os manifestantes estavam concentrados antes de saírem em marcha.

Por causa da tensão, o comando da Polícia anulou uma caminhada autorizada a sair da região e se dirigir ao centro da cidade. Ao menos 33 pessoas foram presas.

No total, 270 manifestações foram convocadas em toda a França neste sábado. Os protestos começaram em novembro de 2018 em função da alta dos combustíveis. No decorrer dos meses passaram a adotar pautas contra as reformas econômicas do governo Macron.

Apesar de terem perdido força nos últimos meses, uma pesquisa recente do instituto Odoxa mostrou que um em cada dois franceses acredita que os coletes amarelos vão ganhar força novamente.