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‘Niterói já deveria estar num nível maior de flexibilização’, diz especialista

Giovanni Mourão
·3 minutos de leitura
Família na praia de Camboinhas: previsão é que banho de sol só seja liberado quando a cidade alcançar a fase Amarelo 1, esperada para os próximos dias
Família na praia de Camboinhas: previsão é que banho de sol só seja liberado quando a cidade alcançar a fase Amarelo 1, esperada para os próximos dias

NITERÓI — Após mais de dois meses no estágio Amarelo 2, penúltima etapa de retomada das atividades e serviços paralisados em decorrência da pandemia do novo coronavírus, Niterói começa a dar sinais de que está prestes a mudar de fase, para o Amarelo 1. Para o pesquisador e infectologista da UFRJ Edmilson Migowski, a cidade já deveria estar num nível maior de flexibilização, inclusive nas escolas, já que não vem apresentando alta no número de mortes pela Covid-19 e está com baixa taxa de ocupação de leitos hospitalares: 24%.

Migowski também lembra que a estabilidade de novos casos há mais de dois meses sugere que o pico da doença já ocorreu e que a incidência está prestes a cair.

— Com tantos leitos ociosos, por que ainda há atividades paralisadas, se a maior preocupação em todos os países era justamente a retaguarda hospitalar? Acredito que Niterói já deveria estar num nível de maior flexibilização — opina o especialista.

Na noite de quinta-feira, o prefeito Rodrigo Neves disse, pelas redes sociais, que acredita anunciar uma mudança para o Amarelo 1 ainda este mês (o distanciamento sob as regras do Amarelo 2 vai até o dia 31). A volta às aulas na rede privada também já tem previsão: setembro. O boletim do plano de transição divulgado pela prefeitura toda semana aponta que, desde o início do Amarelo 2, a cidade vem mantendo uma média semanal de 340 novos casos e 16 mortes.

Volta às aulas

Até a quinta-feira, Niterói tinha 9.953 casos confirmados de Covid-19, com 343 mortes. A taxa de letalidade é de 3,4%. O isolamento social teve média de 40% na última semana avaliada, entre 9 e 15 de agosto.

Acompanhando a data estabelecida pelo governo estadual, a reabertura das escolas particulares de Niterói está prevista para 14 de setembro. O comunicado foi feito pelo prefeito aos dirigentes da rede privada, quinta-feira, durante uma reunião virtual. O retorno será gradual: o ensino médio volta no dia 14; o fundamental, uma semana depois, dia 21. Por último, em outubro, a educação infantil. A prefeitura ainda não informou sobre o retorno das aulas na rede municipal.

Para Migowski, as escolas devem se adequar aos protocolos sanitários necessários e monitorar os sintomas dos alunos. Quem apresentar qualquer suspeita de Covid-19 deve ficar em casa, alerta:

— Se os alunos mantiverem o distanciamento possível, usarem máscaras, álcool em gel e tomarem os demais cuidados, é muito pouco provável que adoeçam ou propaguem a doença.

Os amarelos

Desde que a cidade entrou no nível Amarelo 2, a alta incidência de novos casos semanais, embora tenha alcançado um platô, vem impedindo — na avaliação do comitê científico que auxilia a prefeitura — a evolução para o Amarelo 1. Isso impossibilita a reabertura justamente de escolas e de espaços públicos como praças, além da liberação de atividades como banho de sol nas praias.

Para alcançar o último nível de retomada antes do estágio Verde, que só será possível quando houver vacina, o relatório semanal elaborado pelo comitê científico precisa apontar que, entre sete indicadores — como número de novos casos, mortes e a retaguarda de leitos —, a cidade some cinco pontos. Hoje, Niterói tem 6,13 pontos: três deles em razão do alto número de novos casos.

A prefeitura argumenta que o número semanal de novos casos contabiliza também infecções antigas que demoraram a ser inseridas no sistema e, portanto, é superior ao número real de novos doentes. O município também informa já ter realizado mais de 70 mil testes para detectar a doença.

Segundo Migowski, um atraso de mais de uma semana na publicação evidencia uma falha no sistema municipal:

— Mas é importante lembrar que, hoje, os testes de diagnóstico estão cada vez mais baratos e fáceis de se encontrar. Isso elevou a procura: se tem mais testes, vão existir mais casos confirmados. Fatores como eficiência no tratamento e testagem em massa podem ter feito os índices de hospitalizações e de mortes ficarem estáveis mesmo com a identificação de novos casos.

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