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Nintendo do Japão oferecerá benefícios a funcionários em uniões LGBTQIA+

Nintendo do Japão oferecerá benefícios a funcionários em uniões LGBTQIA+ (Foto: Getty Images)
Nintendo do Japão oferecerá benefícios a funcionários em uniões LGBTQIA+ (Foto: Getty Images)
  • Os funcionários que possuem parceiros homoafetivos terão os mesmos benefícios que os que têm uniões heterossexuais;

  • A lei japonesa atualmente não reconhece casamentos entre LGBTQIA+;

  • A empresa anunciou a política nesta segunda-feira(12).

A Nintendo do Japão fornecerá aos funcionários que tenham parceiros homoafetivos os mesmos benefícios que oferece aos de uniões estáveis de heterossexuais, embora a lei japonesa atualmente não reconheça casamento entre LGBTQIA+. A empresa anunciou a política em uma atualização de suas diretrizes de responsabilidade social corporativa nesta segunda-feira(12).

Uma nova seção intitulada “Introdução de um sistema de parceria” observa que a política está em vigor desde março de 2021 e que a empresa começou a reconhecer os casamentos homoafetivos da mesma maneira que os casamentos legais. “Na Nintendo, queremos criar um ambiente de trabalho que apoie e capacite cada um de nossos funcionários”, disse a empresa.

Além disso, a atualização observa que o presidente da Nintendo, Shuntaro Furukawa, enviou uma nota aos funcionários sobre diversidade de gênero, pedindo aos trabalhadores que entendessem que suas palavras e ações podem causar dor emocional, mesmo que não haja intenção de prejudicar. A Nintendo diz que também está trabalhando na implementação de novos sistemas e cursos de treinamento projetados para criar um ambiente de trabalho mais saudável.

Entre as nações do G7, o Japão é o único país que não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Embora os ativistas LGBTQI+ tenham feito alguns avanços nos últimos anos, um tribunal em Osaka confirmou a proibição do país em junho passado.

Há um crescente apoio público à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, apesar disso, os indivíduos LGBTQI+ ainda enfrentam discriminação com frequência, de acordo com uma pesquisa de 2020 . É claro que a discriminação, principalmente a que acontece no local de trabalho, não é exclusiva do Japão.

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