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"Ninguém sabe direito o que é o metaverso", diz antigo CEO do Google

Ex-CEO do Google diz não entender a obsessão de algumas empresas pelo metaverso (Ore Huiying/Getty Images for TIME)
Ex-CEO do Google diz não entender a obsessão de algumas empresas pelo metaverso (Ore Huiying/Getty Images for TIME)
  • Executivo também afirmou que empresas não deveriam comprar lotes no mundo virtual;

  • Painel de Schmidt era sobre inteligência artificial, mas CEO respondeu perguntas sobre o metaverso;

  • Meta já teve um prejuízo de R$ 80 bilhões tentando ser a primeira a construir o metaverso.

Eric Schmidt, ex-CEO do Google, afirmou que "ninguém sabe ao certo o que é o metaverso" ao responder uma pergunta sobre o tema no Aspen Ideas Festival, evento sobre tecnologia e resoluções de problemas futuros. "Não existe um acordo sobre isso, embora uma certa empresa tenha mudado seu nome na expectativa de poder definir como vai ser", completou.

Schmidt se refere, em sua fala, à troca do nome da empresa de Mark Zuckerberg de Facebook para Meta. O CEO da rede social está em uma cruzada para tornar sua companhia a pioneira na construção do metaverso e de seus recursos, desde ferramentas como editores de lotes, avatares e mundos virtuais a aparelhos de conexão com a realidade alternativa, como os Oculus Quest.

Para o ex-CEO do Google, no entanto, não há motivo nenhum para que pessoas e empresas corram para garantir um espaço no mundo virtual, pelo menos por enquanto. Para ele, não há nenhuma garantia de que os mundos virtuais possam afetar ou substituir a vida real do dia a dia.

Schmidt discorreu ainda sobre a onda de compras de terrenos no metaverso que tem atingido empresas, investidores e celebridades. Para ele, a compra antecipada desses recursos é inútil. "Não estou preocupado em comprar grandes áreas de imóveis privados no metaverso. E as empresas também não deveriam estar."

Em sua busca para se tornar a primeira empresa a criar um metaverso completo, a Meta já registra um prejuízo de mais de R$ 80 bilhões. Apesar dos esforços de Mark Zuckerberg e seus empregados, o Horizon Worlds ainda não atingiu a meta de 500 mil usuários mensais ativos.

Porém a obsessão do fundador do Facebook pode não ser tão benévola como se pensa. Uma cláusula da política de privacidade para o headset de realidade virtual Meta Quest Pro conta com a permissão para que a empresa saiba tudo que o usuário olha, o que com certeza ajudará na obtenção de dados e entrega de anúncios.