Mercado fechado
  • BOVESPA

    100.807,38
    -452,37 (-0,45%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.250,10
    -457,62 (-1,18%)
     
  • PETROLEO CRU

    38,57
    -1,28 (-3,21%)
     
  • OURO

    1.905,10
    -0,10 (-0,01%)
     
  • BTC-USD

    13.020,59
    -129,44 (-0,98%)
     
  • CMC Crypto 200

    259,80
    -3,62 (-1,37%)
     
  • S&P500

    3.400,97
    -64,42 (-1,86%)
     
  • DOW JONES

    27.685,38
    -650,19 (-2,29%)
     
  • FTSE

    5.792,01
    -68,27 (-1,16%)
     
  • HANG SENG

    24.918,78
    +132,68 (+0,54%)
     
  • NIKKEI

    23.494,34
    -22,25 (-0,09%)
     
  • NASDAQ

    11.508,00
    -155,50 (-1,33%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6313
    -0,0326 (-0,49%)
     

Nigeriana e sul-coreana são as finalistas na disputa pelo comando da OMC

·3 minutos de leitura
A sul-coreana Yoo Myung-hee e a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala em julho de 2020 em Genebra
A sul-coreana Yoo Myung-hee e a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala em julho de 2020 em Genebra

Duas mulheres, a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala e a sul-coreana Yoo Myung-hee, são as candidatas finalistas na disputa pela direção geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) - anunciou nesta quinta-feira (8) a instituição, que até hoje foi comandada apenas por homens.

Os dois nomes foram anunciados oficialmente pelo porta-voz da OMC, Keith Rockwell, na sede da organização em Genebra.

A organização se encontra mergulhada em uma crise, devido, em parte, aos ataques do governo do presidente americano, Donald Trump.

A terceira rodada de debates entre as duas finalistas acontecerá em 19, ou 27 de outubro, "para dar tempo aos membros", disse Rockwell, explicando que o processo ainda está em curso para obter um consenso até a data-limite de 7 de novembro.

Liam Fox, ex-ministro do Comércio Exterior britânico pró-Brexit, a queniana Amina Mohamed e o saudita Mohammed Al-Tuwaijri retiraram suas candidaturas, seguindo a tradição.

- Experiência -

Ngozi Okonjo-Iweala, de 66 anos, foi a primeira mulher de seu país a comandar os Ministérios das Finanças e das Relações Exteriores. Ela é formada em Economia e também foi diretora de Operações do Banco Mundial. 

Até recentemente, ela também presidiu a Aliança Global para Imunização e Vacinação (GAVI, na sigla em inglês) e liderou um dos programas da Organização Mundial da Saúde (OMS) de luta contra a covid-19.

Yoo Myung-hee, de 53, é a primeira mulher de seu país a dirigir o Ministério do Comércio.

Em 1995, assumiu as questões da OMC nesta pasta e, depois, coordenou as negociações sobre acordos de livre-comércio, em particular o pacto entre China e Coreia do Sul. Também trabalhou na embaixada da Coreia do Sul na China (2007-2010).

A vencedora será designada na rodada final de negociações, que deve terminar em 6 de novembro, e sucederá a Roberto Azevêdo. O brasileiro deixou a OMC em agosto, um ano antes do previsto, por motivos familiares, em meio a uma crise econômica mundial.

A próxima diretora da instituição terá de trabalhar em um contexto de crise econômica, além de uma crise de confiança no multilateralismo e na validade da liberalização do comércio mundial.

E tudo isso com uma guerra comercial entre as duas principais potências econômicas do mundo, China e Estados Unidos. 

"É óbvio que quem conseguir o cargo terá muito o que fazer a partir do primeiro dia de trabalho", reconheceu o porta-voz da OMC.

Washington afirma que foi tratada "injustamente" pela OMC e ameaça abandonar a organização, da qual exige uma reforma. Desde dezembro, o governo americano paralisa o órgão de solução de conflitos da instituição.

Essa situação pode mudar com o resultado da eleição presidencial de 3 de novembro nos Estados Unidos, caso Trump seja derrotado pelo rival democrata Joe Biden, que foi vice-presidente de Barack Obama durante oito anos.

- Frágil recuperação do comércio mundial -

Na terça-feira, a OMC publicou novas previsões que mostram que o comércio mundial - uma das principais vítimas econômicas da pandemia da covid-19 - está menos enfermo do que se esperava inicialmente, mas destacou que a recuperação será muito mais frágil do que a organização imaginava em abril passado.

A OMC aponta que o comércio internacional registrará queda de 9,2% em volume este ano, contra a previsão de 12,9% em abril. 

Para 2021, a organização espera um aumento de 7,2%, contra 21,3% nas estimativas anunciadas há seis meses.

A OMC advertiu ainda para os riscos de queda vinculados aos surtos de covid-19 em algumas regiões, os quais poderão forçar o retorno de medidas de confinamento.

rjm-vog/sl/pc/es/fp/tt