Nicarágua construirá hidrelétrica com empréstimo de US$ 342 milhões do BNDES

Manágua, 13 nov (EFE).- O Parlamento da Nicarágua aprovou, nesta terça-feira, uma reforma para desenvolver o projeto hidrelétrico de Tumarín, que contará com um empréstimo por parte do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e será construída pela empresa Centrais Hidrelétricas da Nicarágua (CHN), que foi criada pela Eletrobrás e pelo conglomerado Queiroz Galvão.

A reforma contará com um investimento de US$ 1,1 bilhão e pretende gerar 253 megawatts de energia, além de mudar a matriz no país.

A mudança da lei especial de desenvolvimento do projeto hidrelétrico de Tumarín, aprovada por unanimidade, permitirá ampliar a geração de 180 megawatts de energia para 253 megawatts, explicou a deputada Jenny Martínez, titular da Comissão de Infraestrutura.

A hidrelétrica de Tumarín será construída no município de La Cruz do Río Grande, na Região Autônoma do Atlântico Sul (RAAS), em um período de 59 meses. A CNH prevê começar a gerar energia a partir do segundo semestre de 2016.

O BNDES concedeu à Nicarágua um empréstimo de US$ 342 milhões para a construção de Tumarín. Além disso, o governo do país também contou com um financiamento do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE) de US$ 252 milhões e está administrando as participações do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial.

No entanto, a Eletrobrás e seu parceiro no projeto, a empresa privada Queiroz Galvão, estão dispostos a investir até 47% do custo da obra, sendo assim o projeto seria totalmente financiado.

O Ministério de Energia e Minas autorizou a CHN a realizar os trabalhos preliminares de construção e ampliação de caminhos de acesso e dos acampamentos que marcam o início da construção de Tumarín, um projeto de energia renovável que contribuirá para mudar a matriz energética na Nicarágua.

Como parte do projeto de Tumarín, será construída uma represa, que usará a água do Rio Grande de Matagalpa.

A concessão para a construção e operação da hidrelétrica nicaraguense foi outorgada a um consórcio liderado pela Eletrobrás, o maior grupo elétrico do Brasil e que é controlado pelo Estado, e a empresa privada brasileira Queiroz Galvão. EFE

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