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Japão se interessa por nióbio, grafeno e lítio do Brasil

Presidente Jair Bolsonaro exibe talheres banhados em nióbio durante transmissão ao vivo realizada pelo Facebook em junho de 2019. Foto: Reprodução
Presidente Jair Bolsonaro exibe talheres banhados em nióbio durante transmissão ao vivo realizada pelo Facebook em junho de 2019. Foto: Reprodução

Empresas japonesas têm grande interesse em investir mais no Brasil em minérios raros, conhecidos como “supercommodities”, como nióbio, grafeno e lítio, indicam fontes em Tóquio.

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O embaixador brasileiro no Japão, Eduardo Saboia, confirma o forte interesse japonês e diz que os dois países aprofundam a cooperação para produção e uso de grafeno e nióbio, resultado de tratativas dos governos e das empresas dos dois lados, e de missão de pesquisadores brasileiros ao Japão.

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No caso do nióbio, a principal empresa no setor globalmente é a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). É o maior produtor e detém 76% do comércio global desse metal usado para aumentar as propriedades dos aços afim de garantir a fabricação de automóveis mais leves, de tubulações mais seguras para o transporte de gás, e de infra-estrutura e construção civil mais segura e sustentável. Um consórcio japonês-coreano, liderado pela japonesa Sojitz, pagou US$ 1,95 bilhão em 2011 por fatia de 15% na empresa.

A Toshiba tem parceria com a CBMM para produção de baterias automotivas de recarga ultra rápida, considerado um novo nicho para a ampliação da demanda mundial de nióbio. O plano é produzir baterias com alta densidade energética e recarga ultra rápida, duas necessidades atuais da indústria automotiva diante da procura crescente por veículos elétricos que usam baterias recarregáveis.

A aplicação do nióbio nesta tecnologia viabiliza baterias mais seguras e duráveis e com tempos recordes de recarga, segundo CBMM. A Toshiba pretende iniciar a fase de homologação e pré-comercialização com as montadoras no começo do ano de 2021.

Com relação ao grafeno, é considerado uma das commodities que poderá revolucionar a indústria tecnológica como um todo por sua resistência, leveza, transparência, flexibilidade e ótimo condutor de eletricidade. E os negócios nesse segmento no Brasil não tardarão a ocorrer, segundo fontes.

Quanto ao lítio, também usado para baterias de carros elétricos, a Mitsui investiu US$ 30 milhões neste ano numa area que é explorada no Brasil pela companhia Sigma Lithium Resources. Em troca, vai receber 25% da produção inicial de 220 mil toneladas por ano.

Além disso, o Japão passa por uma transição de sua matriz energética para uma composição mais limpa. A expectativa brasileira é de que o Brasil possa ter papel importante nisso. Por exemplo, o etanol de segunda geração, desenvolvido atualmente no país, é considerado mais eficiente, ainda menos poluente e ser mais apto aos novos modelos de automóveis com propulsão elétrica.

A relação entre motores elétricos e etanol de segunda geração faz parte de cooperação científica entre a Nissan do Brasil e as universidades Unicamp e USP. O embaixador lembra que a Toyota, por sua vez, anunciou investimento de R$ 1 bilhão no Brasil para a produção de automóveis elétricos com tanques complementares de etanol.