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Neurotransmissor do estresse acorda seu cérebro mais de 100 vezes por noite

Um estudo publicado na Nature Neuroscience revelou que o neurotransmissor responsável pelo estresse chega a acordar o cérebro mais de 100 vezes por noite. No entanto, não há motivo para pânico: tudo faz parte de uma boa noite de sono comum, então é possível dormir bem mesmo com essas interrupções.

O neurotransmissor que libera o estresse é a noradrenalina, que está associada à resposta de luta ou fuga do corpo. É ela que ajuda o ser humano a manter o foco, por exemplo. Os cientistas responsáveis pelo estudo não consideram essas interrupções como um despertar do corpo, no entanto.

"Neurologicamente, você acorda, porque sua atividade cerebral durante esses breves momentos é a mesma de quando você está acordado. Mas o momento é tão breve que a pessoa nem percebe", explicam os autores do estudo.

Embora os pesquisadores tenham estudado camundongos, suas descobertas podem ser traduzidas para humanos, porque se concentraram em mecanismos biológicos básicos, ou seja, mecanismos compartilhados por todos os mamíferos.

Neurotransmissor do estresse acorda o cérebro mais de 100 vezes por noite, e ajuda na memória (Imagem: cookelma/envato)
Neurotransmissor do estresse acorda o cérebro mais de 100 vezes por noite, e ajuda na memória (Imagem: cookelma/envato)

O novo estudo mostra que, quando dormimos, o nível de noradrenalina no corpo está constantemente aumentando e diminuindo em um padrão ondulatório. Altos níveis de noradrenalina significam que o cérebro está brevemente acordado, enquanto baixos níveis significam que a pessoa está dormindo. Ou seja, os níveis de noradrenalina e grau de "despertar" estão conectados e mudando constantemente.

"Encontramos a essência para a parte do sono que nos faz acordar ​​e lembrar o que aprendemos no dia anterior. Os despertares muito curtos são criados por ondas de norepinefrina, que também são tão importantes para a memória e redefinem o cérebro para que ele esteja pronto para armazenar a memória quando você voltar a dormir", pontuam os autores. Logo, as interrupções proporcionadas pelo "hormônio do estresse" chegam ser benéficas para o cérebro.

Fonte: Canaltech

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