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Netflix testa compartilhamento de senhas com taxa extra na América Latina

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Sabe aquela prática que todo mundo nega, mas que muita gente faz, de “emprestar” as senhas da Netflix de suas contas pessoais para os amigos? Pois bem, segundo a própria plataforma de streaming, isso afeta bastante seu faturamento, já que cerca de 100 milhões de lares fazem isso. Além de ações contra o compartilhamento de credenciais, agora a companhia tenta uma abordagem, digamos, mais “amigável”: o serviço estreia nesta semana testes com taxa adicional em cinco países latinos.

Segundo o Bloomberg, os testes acontecem na Argentina, El Salvador, Guatemala, Honduras e República Dominicana. Quem quiser compartilhar senhas a partir de sua assinatura, terá que pagar uma taxa adicional ao usar a conta fora de casa por mais de duas semanas, ao preço de 219 pesos extras (US$ 1,17 na Argentina ou R$ 6,26) e US$ 2,99 (R$ 16,26) em todos os outros lugares.

A Netflix explica que as contas de assinantes têm uma “casa principal”, provavelmente assinalada por geolocalização, em que as entradas em outros dispositivos estão atreladas. Com as taxas, os usuários poderão utilizar “casas adicionais”, liberando outros “hotspots” de streaming vinculados ao perfil principal — e de onde os aparelhos podem também ser conectados.

Os testes também envolvem um recurso anticompartilhamento ilegal, que rastreia onde as contas estão sendo utilizadas e restringem o acesso caso o perfil não tenha adicionado a novidade. Além disso, os planos já existentes poderão já vir com um limite de compartilhamento de senhas: uma casa extra para o Básico, duas no Padrão e até três no Premium.

Testes de compartilhamentos de senhas começaram em março

A abordagem com a cobrança extra começou em março, na Costa Rica, Perú e Colômbia, onde atualmente a Netflix cobra US$ 2,52 (R$ 13,70), US$ 2,99 (R$ 16,26) e US$ 2,02 (R$ 10,98), respectivamente, para adicionar até duas “subcontas” atreladas a um perfil já existente. Além disso, a empresa começou a avaliação de uma ferramenta de transferência de conta, para facilitar a mudança da lista de favoritos, histórico de exibição e recomendações de um perfil anterior.

Ainda não se sabe exatamente quais são os resultados dos testes, e se isso tudo tem realmente funcionado, tanto para a empresa quanto para os usuários. Sabe-se apenas que, a partir de reportagens locais do próprio Perú, alguns usuários ficaram confusos sobre o que caracteriza uma “família”, já que as cobranças da Netflix giram em torno de uma casa “principal” que atende a um grupo de pessoas.

Ainda não há menções sobre a chegada desse teste ao Brasil. E a ação é mais uma estratégia da Netflix para diminuir os prejuízos causados pela queda de assinantes e pelos efeitos da crise econômica mundial, que afeta não somente os bolsos dos usuários como as próprias empresas de tecnologia. Em outra frente, a companhia anunciou recentemente uma parceria com a Microsoft para a distribuição e vendas de publicidade de um plano de assinatura com veiculação de anúncios.

Fonte: Canaltech

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