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NBA: Das piadas à final, entenda a importância e o impacto da ausência de Chris Paul no Phoenix Suns

·5 minuto de leitura

Em julho de 2019, o Houston Rockets fazia uma das últimas tentativas de chegar ao título da Conferência Oeste, ou ao menos próximo dele, durante a era James Harden. Depois de duas temporadas, a franquia texana desfazia a parceria entre o "barba" e Chris Paul, ao trocar o armador de 34 anos por Russell Westbrook, do Oklahoma City Thunder. Veterano e dono de um contrato de altas cifras, Paul era um dos melhores armadores da história da liga, mas tê-lo no time era um complexo desafio administrativo e financeiro para o Thunder e boa parte das franquias da NBA.

Dois anos depois, uma franquia vista como piada na última década conseguiu "domar" esse desafio, e vem colhendo os resultados: sob o comando de CP3, os Suns estão na final da Conferência Oeste e já vinham se credenciando como alguns dos principais candidatos ao título da temporada, conquista que seria inédita para a franquia. Mas, de última hora,vivem um drama: na última quarta-feira, o armador foi colocado em protocolo de isolamento de Covid-19 e deve perder os primeiros jogos contra o Los Angeles Clippers.

Ainda não está claro o tempo de ausência do camisa 3, nem se será necessário o isolamento de dez dias padrão da NBA — o armador foi vacinado, segundo o comentarista Matt Barnes —, mas até o momento, Paul segue afastado e já é ausência confirmada no jogo 1. As finais do Oeste começam neste domingo, às 16h, na casa do Phoenix.

— Só controlamos o que podemos controlar — resignou-se o astro Devin Booker.

Triunfos sobre favoritos

A campanha até aqui não deixa qualquer dúvida dos méritos da equipe do Arizona. Uma vitória contudente por 4 a 2 na série sobre os atuais campeões Lakers e uma "varrida" por 4 a 0 sobre o Denver Nuggets do MVP Nikola Jokic mostraram que a vida dos Clippers pode ser complicada.

A história do Phoenix Suns de 2021 tem Chris Paul como protagonista, mas começa um pouco antes da chegada do camisa 3 à Talking Stick Resort Arena. Mais especificamente, no final da temporada 2019-20, encerrada na bolha do complexo Disney, por conta da pandemia da Covid-19.

Naquela época, a equipe que tinha Ricky Rubio e Kelly Oubre Jr. ao lado dos jovens Devin Booker, Mikal Bridges e de um DeAndre Ayton em sua segunda temporada surpreendeu todos que aguardavam o retorno da liga para o que parecia uma monótona complementação à interrompida temporada regular. Os então modestos Suns emendaram uma sequência de 8 vitórias seguidas, terminaram o período na bolha invictos e, com uma campanha de 34 vitória e 39 derrotas, por muito pouco não foram ao torneio play-in.

O técnico Monty Williams foi premiado o melhor treinador desse período por unanimidade. Willians, experiente auxiliar e técnico com passagens por Sixers, Pelicans, Blazers e Thunder foi o escolhido pelo gerente de basquete James Jones, empossado de forma efeitiva em 2019 após atuar como interino, para comandar a revolução de uma franquia que desde 2011 não sabia o que era terminar a temporada regular acima da 10ª colocação.

Efeito Chris Paul

Se com Willians o talentosíssimo armador Devin Booker, até então uma estrela praticamente solitária, com médias acima de 22 pontos há três temporadas seguidas, engrenou ainda mais em seu jogo — terminou com média de 26.6 pontos e 6,5 assistências em 2020 —, o mesmo vale para Ayton. Primeira escolha do draft de 2018, o pivô finalmente ganhou o status de titular na atual temporada e se transformou em peça vital nos desempenho da equipe. Tem números ofensivos discretos (médias de 14,4 pontos e 10,5 rebotes por partida), mas sua importância no jogo defensivo dos Suns, que enfrentou com sucesso alguns dos melhores garrafões da liga, só pode ser medida assistindo às partidas.

— Agora ele entende o quão dominante pode ser quando usa sua força. Não havia entendido isso antes. Quando mostramos filmagens das jogadas defensivas dele, acredito que ele não percebia que era um das poucas pessoas do planeta que conseguia fazer aquilo — avaliou o técnico Monty Williams, em entrevista a Anthony Slater, do "The Athletic".

Mas o toque final para o sucesso dos Suns foi a chegada de Chris Paul, envolvido em uma troca pesada por parte do Phoenix — que enviou Kelly Oubre, Ricky Rubio, Ty Jerome, Jalen Lecque e uma escolha de draft para o Thunder pelo armador. Em Oklahoma, o jogador transformou uma equipe fraca, em clara reconstrução, em um time competitivo. Sob o efeito do atual presidente da associação de jogadores da liga, um líder nato que por vezes é descrito como uma personalidade difícil, o Thunder terminou aquela temporada numa surpreendente quinta colocação, e vendeu caro sua eliminação na primeira rodada dos playoffs: levou a série contra os Rockets ao jogo 7.

O desempenho do jogador levou a um fácil casamento quando o Thunder o colocou no mercado, mesmo que seu contrato não fosse dos mais baratos. O Suns queria ainda mais competitividade e Chris Paul precisava de uma equipe jovem, que valorizasse sua experiência e aproveitasse ao máximo sua capacidade de controlar o ritmo do jogo e distribuir assistências, como poucos na liga conseguem. Nem James Jones, nem Monty Williams tiveram dúvidas, e o resultado dessa aposta é uma das mais surpreendentes histórias da temporada. Aquele involuntariamente divertido Phoenix Suns terminou como segundo colocado no Oeste (51 vitórias em 72 jogos).

— Chris significa muito para a minha carreira e a minha vida. Contei isso para algumas pessoas, mas no pior momento da minha vida, Chris estava lá. E em um dos melhores momentos da minha carreira, ele está aqui. Sou grato a Deus por Chris e todos os rapazes — revelou o técnico sobre o armador, seu amigo pessoal.

Para Chris Paul, de 36 anos, a temporada é ainda mais valiosa individualmente. Dono de médias de 16,4 pontos e 8,9 assistências por partida, o camisa 3 pode coroar a reta final da carreira com um inédito anel de campeão, depois de várias temporadas em que infortúnias lesões o tiraram do caminho do título. Por ora, o armador terá de torcer como espectador por uma equipe que ele ajudou a construir e amadurecer.

— Há alguns anos atrás, estavam me colocando fora do jogo. Essa classificação não é sobre mim, é sobre todos nós — desabafou o armador, após os Suns despacharem os Nuggets, na semana passada.

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