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Naves em posições estratégicas poderiam interceptar visitantes interestelares

Uma equipe formada pelo astrofísico Amir Siraj, junto de outros cientistas dos Estados Unidos, investigou como seria uma missão capaz de identificar visitar objetos interestelares, aqueles vindos de fora do Sistema Solar. Até então, poucos deles foram confirmados, e os pesquisadores acreditam haver muitos mais deles a caminho de visitar nossa vizinhança.

Estes objetos são tão intrigantes que vale a pena enviar alguma missão para estudá-los de perto: por exemplo, o cometa interestelar 2I/Borisov se comporatava como um cometa comum, quando chegou ao Sistema Solar. Já o objeto Oumuamua tinha aceleração estranha, que não podia ser explicada pela radiação ou outros meios conhecidos.

A melhor forma de investigar estes visitantes seria com naves lançadas para examiná-los de perto — mas, antes disso, é preciso identificá-los. Os astrônomos acreditam que a câmera Legacy Survey of Space and Time (LSST), do observatório Vera C. Rubin, será uma aliada importante nisso, identificando até 10 objetos interestelares por ano.

Representação do objeto interestelar Oumuamua (Imagem: Reprodução/ESO)
Representação do objeto interestelar Oumuamua (Imagem: Reprodução/ESO)

Os autores destacam que, além da oportunidade de identificar bons candidatos para estudos, é importante considerar também de onde eles vieram, junto do ângulo ideal para aproximação. Para a equipe, o Ponto de Lagrange 2 (L2) seria a melhor opção para isso, porque exigiria menor consumo de combustível e permitiria que a nave “interceptadora do objeto interestelar” (“ISI”, na sigla em inglês) ficasse ali, aguardando algo interessante.

Quando chegasse o momento, a nave precisaria agir rapidamente com a ajuda de algum outro observatório por lá — como o observatório Time-domain Spectroscopic (TSO), um telescópio que a NASA planeja enviar para o L2. O TSO seria capaz de capturar imagens em questão de minutos e, junto de outro telescópio posicionado no Ponto de Lagrange 1, no sistema Terra-Lua, poderiam fotografar qualquer objeto interestelar de interesse que não esteja na trajetória L1-L2.

Após detectá-lo, a próxima etapa envolve chegar até os o objeto propriamente dito. Para os autores, haveriam 85% de chances de uma ISI no L2 identificar algum objeto de interesse do tamanho do Oumuamua na próxima década. Após alcançá-lo, a nave poderia observá-lo de perto, criar mapas de espectroscopia para identificar os materiais ali e até monitorar emissões gasosas, que podem ajudar a explicar características como aquelas observadas em Oumuamua.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado no repositório online arXiv, sem revisão de pares.

Fonte: Canaltech

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