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Nave Orion entra na órbita da Lua e quebra recorde de distância da Terra

A nave Orion entrou na órbita retrógrada distante (DRO) ao redor da Lua durante a noite de sexta-feira (25), cumprindo um grande objetivo da missão Artemis I e quebrando o recorde de maior distância já percorrida em relação à Terra, por uma nave projetada para receber tripulantes. Enquanto estiver na órbita viajando em meio ao espaço profundo, os controladores de voo vão monitorar os sistemas da nave e sua performance.

O recorde foi quebrado durante a manhã de sábado (26), quando a nave superou a marca estabelecida pelo módulo de comando "Odyssey", que ficou a 400.171 km da Terra durante a missão Apollo 13, em abril de 1970. Originalmente, o plano de voo da missão não incluía uma viagem tão distante, mas foi necessário fazê-la para trazer os astronautas em segurança à Terra, após a expolosão de um dos tanques de oxigênio do módulo de comando e serviço.

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Já no caso da Artemis I, o feito não era um objetivo do perfil de voo, e aconteceu graças à entrada da nave na DRO. Enquanto estiver ali, a Orion ficará a cerca de 64 mil km acima da superfície lunar, e a distância é tanta que a nave precisará de quase uma semana para completar meia órbita ao redor da Lua, para finalmente deixar a órbita lunar e iniciar sua jornada de retorno para a Terra.

“A Artemis I foi desenhada para estressar os sistemas da Orion, e a colocarmos na DRO é uma ótima forma de fazer isso”, disse Jim Geffre, gerente de integração da Orion. “Simplesmente aconteceu que, com aquela órbita realmente grande, a uma alta altitude da Lua, conseguimos ultrapassar o recorde da missão Apollo 13”, explicou. “Mas o mais importante era empurrar as fronteiras da exploração e levar a nave para mais longe do que jamais fizemos antes”, finalizou.

Módulo de comando da missão Apollo 13 e Lua fotografados em 15 de abril de 1970, após a quebra do recorde de maior distância já percorrida por uma nave e tripulação (Imagem: Reprodução/NASA)
Módulo de comando da missão Apollo 13 e Lua fotografados em 15 de abril de 1970, após a quebra do recorde de maior distância já percorrida por uma nave e tripulação (Imagem: Reprodução/NASA)

Outra "herança" da missão Apollo 13 está a bordo da nave. Apesar de não ter tripulação, a Orion levou diferentes manequins em seu interior, que vão coletar dados da radiação do espaço, dos parâmetros da missão e mais — entre eles, está o manequim "Comandante Moonikin Campos".

Seu nome é uma homenagem a Arturo Campos, gerente de subsistema de energia lunar que elaborou procedimentos de emergência da Apollo 13, que permitiram que o módulo de comando tivesse energia o suficiente para pousar em segurança na Terra.

As surpresas da Orion não param por aí. Embora tenha ultrapassado a distância da missão Apollo 13, a NASA observa que a Orion ficará ainda mais longe nesta segunda-feira (28): quando chegar à distância máxima da Lua, ela estará a mais de 434 mil quilômetros da Terra. Ela deverá permanecer na DRO por pouco menos de uma semana, e deixará a órbita lunar no início de dezembro para, assim, iniciar o retorno à Terra.

Fonte: Canaltech

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