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Nave de carga russa corre o risco de colidir com satélite da Starlink e destroços de foguete

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Nave de carga russa corre o risco de colidir com satélite da Starlink e destroços de foguete
Nave de carga russa corre o risco de colidir com satélite da Starlink e destroços de foguete

Um comunicado da agência espacial russa Roscosmos alerta para uma possível colisão entre a nave de carga Progress MS-17, com um satélite desativado da Starlink e destroços do foguete Falcon 9. A nota informa que o acidente pode acontecer amanhã, dia 1º de julho de 2021, com iminência maior na madrugada, já dia 2 de julho, por volta das 1h02, horário previsto para ancoragem do Poisk Mini-Research Module 2 do segmento russo.

Dados preliminares revelaram ontem que o satélite Starlink 1691 estava a apenas 1,5 Km da espaçonave. Três minutos após o anúncio a distância diminuiu para 500 metros, ou seja, a probabilidade de um choque aumenta a cada instante.

A nave está indo em direção à Estação Espacial Internacional e foi lançada no dia 29 de junho. Por isso, cientistas do Roscosmos estão em alerta e fazendo um monitoramento em tempo real da situação.

Tensão no espaço

Questionada pela Space X, a assessoria de imprensa da Rosco apenas informou que as equipes estão monitorando a situação.

“O Starlink 1691 foi lançado em setembro de 2020 e retirado de órbita operacional a 550 Km em abril”, informou o astrofísico Jonathan McDowell, em entrevista ao Space X. Segundo ele, a situação não é incomum, pois o satélite está aparentemente a caminho da atmosfera da Terra.

“Eles levam vários meses para baixar a órbita de 550 km para a reentrada”, disse McDowell. “Os destroços do veículo de lançamento Falcon 9, eu suspeito, são uma das quatro barras de tensão Starlink lançadas da missão V1.0-L9 em agosto de 2020.

Esse lançamento usou uma órbita de estacionamento mais alta do que o normal, então as barras não voltaram a entrar rapidamente, eles fazem na maioria dos lançamentos do Starlink”, explicou o especialista.

Lançamento bem-sucedido

Apesar do risco de colisão, o lançamento da Progress MS-17 foi um sucesso. Ele aconteceu com o veículo lançador Soyuz-2, saindo do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Lançamento do Progress MS-17 no dia 29 de junho, com previsão de chegada à Estação Espacial no dia 2 de julho. Imagem: Divulgação Roscosmos
Lançamento do Progress MS-17 no dia 29 de junho, com previsão de chegada à Estação Espacial no dia 2 de julho. Imagem: Divulgação Roscosmos

Dentro da nave de carga há 470 Kg de combustível que será levado à Estação Espacial, 420 litros de água potável nos tanques do sistema Rodnik, 40 Kg de ar e oxigênio, 1.509 Kg de equipamentos e materiais, que incluem hardware e meio de manutenção para sistemas de bordo.

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Além disso, há kits para experimentos espaciais, controle médico, suprimentos sanitários e higiênicos, sem falar em itens de vestuário, rações alimentares e produtos frescos voltados para tripulação da 65ª expedição russa.

Problema sério e preocupante

O grande número de satélites, detritos e foguetes despedaçados no espaço se multiplicam a cada dia e tem preocupado a comunidade espacial internacional há alguns anos.

De acordo com a NASA, a Estação Espacial Internacional faz manobras para evitar colisões anualmente, mas há acidentes que são inevitáveis, como o ‘buraco de bala’ revelado pelo astronauta canadense Chris Hadfield em um tuíte em 2013.

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