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Natto japonês pode ser aliado contra COVID-19, mas vamos com calma

·3 minuto de leitura

Publicado na revista científica Biochemical and Biophysical Research Communications, um estudo japonês está chamado a atenção por sugerir uma ligação positiva entre o extrato de natto — um alimento tradicional do país, feito com soja fermentada — e a capacidade de neutralização do coronavírus SARS-CoV-2. No entanto, a pesquisa foi feita com células em laboratório, o que significa que o consumo do alimento não é considerado uma forma de prevenção da COVID-19.

A partir da tradicional comida japonesa, a equipe do Centro para Doenças Infecciosas de Epidemiologia e Pesquisa de Prevenção (CEPiR), da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio, da Universidade de Miyazaki e do Instituto Nacional de Tecnologia conduziram este curioso estudo sobre os benefícios do natto. Vale explicar que, durante o processo de fermentação da soja, uma bactéria conhecida como Bacillus subtilis atua no preparado e este outro agente pode ter alguma ligação com o efeito recém-descoberto.

Pesquisadores verificaram eficácia de extrato de soja fermentado japonês contra o coronavírus em laboratório (Imagem: Reprodução/Picturepartners/Envato Elements)
Pesquisadores verificaram eficácia de extrato de soja fermentado japonês contra o coronavírus em laboratório (Imagem: Reprodução/Picturepartners/Envato Elements)

Mais estudos são necessários para verificar os efeitos do extrato de natto em humanos contra a COVID-19. Inclusive, a pesquisa foi financiada por uma indústria alimentícia japonesa, a Takano Foods, que ofereceu o extrato usado.

Diferença entre pesquisas in vitro e in vivo

Durante os estudos de um novo composto, há inúmeras variáveis e a maioria deles acaba descontinuada por falta de eficácia comprovada. Por exemplo, na etapa de pesquisa in vitro, muitas substâncias são capazes de inativar um agente infeccioso. Isso porque o patógeno está bastante vulnerável, como uma bactéria isolada em uma placa de petri.

No caso do vírus, é possível que se tenha um pouco mais de dificuldade, porque o vírus precisa de uma célula para se multiplicar, ou seja, ele precisa estar dentro da célula, e não fora. Isso reflete num aumento pequeno, mas considerável de complexidade para descobrir substâncias com atividade antiviral.

Dessa forma, a substância experimental precisa transpassar a membrana da célula que está infectada e, assim, poderá chegar ao vírus. Depois, ainda vai precisar entrar no vírus para interagir. Só que, mesmo com esse maior grau de dificuldade, o mecanismo é completamente diferente de uma atividade in vivo, já que ainda mais barreiras precisam ser ultrapassadas. Quando chega na pesquisa em seres humanos é que a maioria desses experimentos fracassa. Este é o caso de inúmeros medicamentos, como a cloroquina.

Pesquisa com a soja japonesa fermentada

No caso da pesquisa japonesa, o extrato de natto conseguiu inibir, totalmente, "a infecção das células da síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2) e herpesvírus bovino 1 (BHV-1)" em laboratório, segundo os autores. No caso da COVID-19, a eficácia foi testada contra a variante Alpha (B.1.1.7), descoberta pela primeira vez no Reino Unido.

"Natto, um alimento tradicional de soja fermentada no Japão, é bem conhecido por ser nutritivo e benéfico para a saúde. Neste estudo, examinamos se o natto neutraliza a infecção por vírus, como a síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2), bem como o herpesvírus bovino 1 (BHV-1). Curiosamente, nossos resultados mostram que tanto o SARS-CoV-2 quanto o BHV-1 tratados com um extrato de natto tiveram sua capacidade de infectar células totalmente inibida", confirmam os pesquisadores no artigo.

Em outra etapa da investigação preliminar, a equipe aqueceu o extrato de soja fermentada. "Quando o extrato de natto foi aquecido a 100 °C por 10 min, essa atividade antiviral foi perdida, sugerindo que um ou mais fatores inibitórios no extrato são sensíveis ao calor", refletem os autores. A partir dessas descobertas, a equipe de pesquisa sugere que medicamentos poderiam ser pensados, no futuro, com essa substância.

Para acessar o estudo completo sobre a eficácia do natto japonês contra a COVID-19 in vitro, publicado na revista científica Biochemical and Biophysical Research Communications, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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