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NASA vai criar mapa tridimensional com todos os microrganismos presentes na ISS

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Quando os astronautas vão para o espaço, diversas bactérias, vírus e outros microrganismos os acompanham "de carona". Embora não tenhamos conhecimento total dos microrganismos a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), isso poderá mudar em breve: em um projeto feito pela NASA, com o Laboratório de Propulsão a Jato e a Universidade da Califórnia, a tripulação da ISS coletou amostras de diversos lugares do laboratório orbital, que serão usadas para a produção de um mapa tridimensional do microbioma que existe por lá.

Essa iniciativa é um passo inicial para os cientistas compreenderem melhor a questão, com o objetivo de prevenir e reduzir possíveis espalhamentos de microrganismos nocivos, seja a bordo da ISS, seja em voos de longa duração para destinos distantes, como Marte, por exemplo. Para isso, a astronauta Kate Rubins, que faz parte da Expedição 64, coletou amostras de mais de mil lugares diferentes da estação.

Ela fez uma varredura completa dos ambientes e coletou o material usando cotonetes sensíveis nas duas pontas: uma era voltada para a coleta de microrganismos para detecções simples, enquanto a outra foi usada para buscar os metabólitos, que são os produtos feitos pelos microrganismos. Cada amostra possui traços de compostos diversos, como moléculas, gordura, pele e outros, e elas serão congeladas para serem enviadas para a Terra.

Rubins segurando os tubos, que possuem amostrar de microrganismos coletadas com cotonete (Imagem: Reprodução/NASA)
Rubins segurando os tubos, que possuem amostrar de microrganismos coletadas com cotonete (Imagem: Reprodução/NASA)

Quando as amostras chegarem aqui, os cientistas vão analisar as assinaturas genéticas e os microrganismos presentes no material para construir um mapa tridimensional do microbioma presente na ISS. A ideia é que o mapa os ajude a relacionar moléculas ou nutrientes a microrganismos específicos; desta forma, os cientistas vão poder desenvolver guias para ajudar os astronautas a aumentar a presença dos seres vivos benéficos para a vida humana, além de reduzir a ocorrência daqueles que são perigosos.

Kasthuri Venkateswaran, microbiologista do JPL, pretende desenvolver uma base de dados com seus colegas, que deverá relacionar os microrganismos aos metabólitos correspondentes. Com isso, eles poderão criar sensores que busquem somente os compostos e, assim, identifiquem rapidamente a presença de bactérias e fungos em espaçonaves. Desta forma, os astronautas podem ser alertados sobre o espalhamento de seres vivos potencialmente nocivos.

A maior partes dos microrganismos existentes em nossos corpos é essencial para nós, tanto que os pesquisadores os chamam de “órgãos invisíveis”. Por isso, nada mais justo do que tentarmos entender como estes microbiomas se comportam em voos espaciais, principalmente para que seja possível levar missões tripuladas de longo prazo, até porque às vezes, o microbioma pode ser perigoso: “você consegue se imaginar em um voo espacial longo e, do nada, surge uma bactéria que se alimenta de carne, da qual não é possível se livrar?”, alerta Pieter Dorrestein, biólogo químico da Universidade da Califórnia. “É este tipo de consequência que pode surgir”, complementa.

Então, se houver um dispositivo que identifique a presença de fungos ou bactérias e notifique os astronautas sobre isso, eles podem agir imediatamente, aplicando protocolos de limpeza mais intensos para evitar um surto microbiano. Hoje, os astronautas a bordo da ISS trabalham duro para manter estes pequenos seres vivos sob controle, passando aspirador e desinfetando as superfícies todas as semanas. Pode parecer limpeza excessiva, mas é importante lembrar que, dadas as circunstâncias únicas do ambiente da ISS, todo o cuidado é pouco, já que partículas de alimentos, por exemplo, podem ser liberadas no ambiente, "grudando" por todos os lados.

Fonte: Canaltech

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