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NASA usa modelo para descobrir o quanto a pandemia reduziu a poluição do ar

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

Junto à pandemia da COVID-19, aconteceram reduções significativas de alguns poluentes do ar, o que vem sendo observado em imagens de satélite. Então, cientistas decidiram analisar o quanto a diminuição da atividade humana em determinado período de 2020 influenciou a mudança, e o quanto teria acontecido em um ano sem pandemia.

Para isso, os pesquisadores usaram um modelo computacional para gerar uma comparação sem COVID-19 para 2020, descobrindo que, desde fevereiro, o isolamento social colaborou para a redução de cerca de 20% da concentração de dióxido de nitrogênio em todo o mundo. O poluente é produzido, principalmente, pela combustão de combustíveis fósseis usados em indústrias e nos meios de transporte.

Christoph Keller, principal autor do estudo, disse que já era esperado que a quarentena fosse trazer um grande impacto para a qualidade do ar, mas que seria difícil quantificar as mudanças relacionadas ao bloqueio em comparação com períodos normais. Variações normais no clima e na circulação atmosférica fazem a alteração da atmosfera da Terra, e por isso os cientistas dizem que dois anos nunca são exatamente iguais, mesmo em cenários normais.

<em>Imagem: Reprodução/NASA's Earth Observatory</em>
Imagem: Reprodução/NASA's Earth Observatory

Sendo assim, comparar as concentrações de dióxido de nitrogênio de 2020 com dados dos anos anteriores, 2019 e 2018, não seria tão simples assim. O modelo da NASA é capaz de considerar as questões naturais, mas havia o empecilho de não conseguir prever as mudanças rápidas e drásticas do comportamento humano conforme o avanço do coronavírus. Então, em vez de tentar reprogramar o modelo com esse evento inesperado, os cientistas fizeram com que ele ignorasse a pandemia por completo.

Foi feita a simulação de um cenário sem qualquer mudança no comportamento humano e, então, bastou fazer a subtração dos dados reais para chegar à resposta final. Foram analisados dados de 46 países, a partir de 5.756 locais de observação em terra, o que mostrou que 50 das 61 cidades analisadas contaram com redução de dióxido de nitrogênio de 20% a 50%.

"Muitos países já fizeram um bom trabalho em reduzir a concentração de dióxido de nitrogênio ao longo das últimas décadas por causa das regulamentações de limpeza do ar, mas nossos resultados mostraram que ainda há uma contribuição significativa causada pelo comportamento humano", explica Keller.

<em>Imagem: Captura de tela/NASA/YouTube</em>
Imagem: Captura de tela/NASA/YouTube

A cidade chinesa de Wuhan, a primeira a registrar surto de COVID-19, também foi a primeira a mostrar uma redução das emissões, com 60% a menos. Milão, na Itália, também apresentou queda de 60%, enquanto Nova York, nos Estados Unidos, obteve 45% de queda. As estimativas foram feitas com base em números econômicos dos países estudados, ou seja, pelo produto interno bruto, uma vez que o dióxido de nitrogênio está altamente relacionado às atividades econômicas, como o funcionamento de fábricas.

Fonte: Canaltech

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