Mercado fechado
  • BOVESPA

    128.427,98
    -339,48 (-0,26%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.170,78
    +40,90 (+0,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,25
    +0,17 (+0,23%)
     
  • OURO

    1.778,80
    -4,60 (-0,26%)
     
  • BTC-USD

    33.130,06
    -460,95 (-1,37%)
     
  • CMC Crypto 200

    795,85
    -14,35 (-1,77%)
     
  • S&P500

    4.241,84
    -4,60 (-0,11%)
     
  • DOW JONES

    33.874,24
    -71,34 (-0,21%)
     
  • FTSE

    7.074,06
    -15,95 (-0,22%)
     
  • HANG SENG

    28.817,07
    +507,31 (+1,79%)
     
  • NIKKEI

    28.875,47
    +0,58 (+0,00%)
     
  • NASDAQ

    14.293,75
    +30,75 (+0,22%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9294
    +0,0009 (+0,02%)
     

NASA trabalha com IA capaz de otimizar o diagnóstico de falhas em espaçonaves

·3 minuto de leitura

Atualmente, o sistema de diagnóstico de falhas em espaçonaves ou em sistemas de voo espacial leva tempo, pois depende de comandos enviados a partir da Terra e não é capaz de descobrir rapidamente a causa de eventuais erros. Com o objetivo de otimizar este processo, a Pesquisa em Inteligência Artificial para Resiliência de Naves Espaciais (RAISR) está desenvolvendo um programa baseado em Inteligência Artificial (IA) capaz de diagnosticar qualquer falha em tempo real, melhorando a eficiência da missão ao reduzir eventuais tempos de inatividade.

Conforme explica Evana Gizzi, estagiária do Programa Pathways, da NASA, que é responsável pelo desenvolvimento do programa e que também trabalha no Goddard Space Flight Center, uma espaçonave, ao relatar uma falha, é como um carro com as luzes de verificação do motor acesa. “Você sabe que há um problema, mas não pode necessariamente explicar a causa. É aí que entra o algoritmo RAISR, diagnosticando a causa como uma tampa de gás solta”, acrescenta Gizzi.

O satélite CubeSat é lançado a partir da Estação Espacial Internacional (ISS). Com o RAISR, este processo poderia ser executado de maneira autônoma ou sem depender exclusivamente de controladores baseados em sola e das redes de comunicação (Imagem: Reprodução/NASA)
O satélite CubeSat é lançado a partir da Estação Espacial Internacional (ISS). Com o RAISR, este processo poderia ser executado de maneira autônoma ou sem depender exclusivamente de controladores baseados em sola e das redes de comunicação (Imagem: Reprodução/NASA)

Por exemplo, se a temperatura de um instrumento da nave cair, ela é capaz de detectar esse problema e ligar os aquecedores, ou, se acontecer algum problema em um fio elétrico, ela é capaz de isolar este circuito problemático. Em outras palavras, o sistema da espaçonave sabe que se ocorrer a falha “A”, ela responde com o comando “B”, mas ele é incapaz de descobrir a causa desses erros, ainda mais quando se trata de uma falha jamais prevista.

Para saber lidar com este tipo de situação, o sistema precisaria seguir uma cadeia de lógica parecida com o raciocínio humano, conforme explica Gizzi. No exemplo da falha da temperatura em um equipamento da nave, uma IA seria até capaz de conectar a queda de temperatura com o mau funcionamento de seu sistema de regulação de calor interno — o que seria uma falha catastrófica se não for diagnosticada a tempo de ser resolvida. O RAISR também é pensado para situações em que a comunicação do sistema da nave com a Terra esteja fora do alcance — por exemplo, quando uma nave passa por trás da Lua.

O chefe de tecnologia da Diretoria de Engenharia e Tecnologia do Goddard, Michael Johnson, explica que os atuais modos de segurança perdem um tempo valioso porque a coleta de dados científicos se encerra durante a falha. Uma tecnologia como o RAISR poderia diagnosticar e resolver a falha de maneira mais rápida e, assim, retornar com as operações normais de voo e de pesquisas.

O RAISR, conforme aponta Conrad Schiff, chefe assistente do site de tecnologia do departamento de softwares da Goddard, permite uma coleta melhor de dados e observações, reduzindo os recursos necessários para a manutenção dos próprios sistemas. “É menos glamoroso, é mais corajoso, mas garante que a saúde e a segurança da coisa que produz os dados sejam mantidas da melhor maneira possível”, acrescenta. De uma maneira geral, a IA pode atuar como um cérebro a mais dentro da espaçonave.

Os próximos passos do desenvolvimento do programa incluem uma demonstração durante uma missão com um pequeno satélite, permitindo que ele tome suas próprias decisões para o diagnóstico em tempo real para, então, comparar com o controle que é, atualmente, feito a partir do solo. “O salto real ocorre quando vamos além da automação para a autonomia, das etapas de programação que você sabe que vão acontecer até o sistema começar a pensar por si mesmo. Quando você for para o espaço profundo, haverá coisas para as quais você não programou. A necessidade realmente existe”, aponta Johnson, ao relatar que não pensa em voos espaciais sem sistemas autônomos.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos