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NASA seleciona missões para estudar galáxias, estrelas e colisões cósmicas

Daniele Cavalcante

A NASA está selecionando missões elaboradas por diferentes equipes que propõem estudar explosões cósmicas e os detritos que elas deixam para trás. A agência espacial já escolheu quatro propostas, mas apenas duas serão as grandes vencedoras a serem lançadas em 2025, através do Explorers Program.

De acordo com Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da NASA, essas propostas “trazem algumas das maneiras mais criativas e inovadoras de ajudar a descobrir os segredos do universo”. Cada uma delas receberá investimengos para a próxima fase de pesquisa e desenvolvimento de seus conceitos.

Entre as selecionadas, estão duas missões Small Explorer (ou SMEX, uma categoria de missões de exploração espacial que custam menos de 145 milhões de dólares) e duas Missions of Opportunity (ou MO, missões de custo inferior a 75 milhões de dólares). A escolha é feita com base no valor científico potencial de cada uma e na viabilidade dos planos de desenvolvimento. Cada proposta SMEX receberá US$ 2 milhões para prosseguir nos estudos de conceito de missão durante nove meses, enquanto as propostas de MO receberão US$ 500 mil.

Ilustração de uma colisão entre estrelas de nêutrons, um evento cósmico que está na mira de alguns dos projetos selecionados

A primeira das missões selecionadas na categoria SMEX é chamada The Extreme-ultraviolet Stellar Characterization for Atmospheric Physics and Evolution (ou simplesmente ESCAPE). Ela pretende estudar estrelas próximas, observando rajadas ultravioletas rápidas e fortes. O objetivo é determinar a probabilidade de tais explosões destruírem a atmosfera de um planeta rochoso que orbita a estrela, o que afetaria as condições de habitabilidade.

Outra missão SMEX é a The Compton Spectrometer and Imager (ou COSI). Ela planeja examinar nossa galáxia, medindo os raios gama de elementos radioativos produzidos durante explosões estelares. A ideia aqui é mapear a história da morte recente de estrelas e da produção de elementos, além de medições para melhorar nossa compreensão de como as explosões cósmicas energéticas distantes produzem raios gama.

Já na categoria MO, foi selecionada a The Gravitational-wave Ultraviolet Counterpart Imager Mission. Ela consiste em dois pequenos satélites independentes, cada um vasculhando o céu em uma faixa ultravioleta diferente. Assim, eles detectariam a luz do gás quente resultado da explosão de ondas gravitacionais causadas pela fusão de estrelas de nêutrons ou uma estrela de nêutrons se fundindo com um buraco negro.

Por fim, a LargE Area burst Polarimeter (LEAP) propõe estudar os jatos relativísticos (próximos à velocidade da luz) lançados durante a morte explosiva de uma estrela massiva ou durante a fusão de pesados objetos compactos, como estrelas de nêutrons. As medições dessa missão têm potencial de testar as teorias que discordam entre si sobre natureza desses jatos.

"Cada uma dessas missões daria os próximos passos em algumas das áreas mais empolgantes da astrofísica atual", disse Paul Hertz, diretor da Divisão de Astrofísica da sede da NASA. Afinal, todas elas têm potencial de trazer grandes resultados e responder perguntas importantes da cosmologia, com a vantagem de custar relativamente barato. “As missões Explorers conseguem preencher com sucesso as lacunas científicas de nossa frota atual de observatórios espaciais", completa Hertz.


Fonte: Canaltech

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