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NASA revela detalhes de missão que vai mergulhar na atmosfera de Vênus

Novos detalhes da missão Deep Atmosphere Venus Investigation of Noble gases, Chemistry, and Imaging (DAVINCI), da NASA, foram divulgados por engenheiros e cientistas da agência espacial. Quando chegar a Vênus, a DAVINCI irá descer pelas camadas da atmosfera até a superfície do planeta, tornando-se a primeira missão a estudar nosso vizinho com sobrevoos e uma sonda.

A DAVINCI pode ser entendida como uma espécie de laboratório móvel de análises químicas, que vai coletar medidas de aspectos críticos do sistema atmosférico e climático de Vênus. Além disso, a missão fornecerá as primeiras imagens aéreas da paisagem venusiana, enquanto desce pelo planeta e mapeia a composição de rochas e da superfície em escalas que não seriam possíveis na órbita.

Representação da sonda da missão DAVINCI (Imagem: Reprodução/NASA)
Representação da sonda da missão DAVINCI (Imagem: Reprodução/NASA)

A missão conta com a nave CRIS (sigla para “carrier, relay and imaging spacecraft”), que estará equipada com dois instrumentos para estudos das nuvens do planeta e mapas de suas formações topográficas durante sobrevoos. A CRIS irá também liberar uma pequena sonda descendente com cinco instrumentos, que vão coletar novas medidas de alta precisão enquanto chega à superfície de Vênus.

Após o lançamento, a DAVINCI vai aproveitar três assistências gravitacionais do planeta para mudar a velocidade ou direção do sistema de voo da CRIS, economizando combustível. As duas primeiras assistências vão preparar a nave para sobrevoar Vênus, enquanto conduz sensoriamento remoto usando luz ultravioleta e próxima ao infravermelho. Já o terceiro irá colocar a nave na configuração necessária para liberar a sonda para descer pela atmosfera.

A chegada a Vênus

Quando faltar cerca de dois dias para o sistema CRIS chegar ao planeta, o sistema de voo da sonda será liberado com ela em seu interior. A sonda é feita de titânio, e deverá começar a interagir com a atmosfera superior de Vênus a cerca de 120 km acima da superfície. As observações científicas devem começar somente a 67 km de altitude, após liberar seu escudo térmico.

A missão DAVINCI terá que enfrentar mais de 400 ºC na superfície do planeta e altíssima pressão (Imagem: Reprodução/NASA)
A missão DAVINCI terá que enfrentar mais de 400 ºC na superfície do planeta e altíssima pressão (Imagem: Reprodução/NASA)

Quando estiver livre do componente, os recursos da sonda vão coletar amostras de gases atmosféricos para realizar análises químicas parecidas com aquelas do rover Curiosity. Assim que emergir da camada de nuvens, a sonda irá tirar centenas de fotos, acima da superfície local. "A sonda vai pousar nas montanhas de Alpha Regio, mas não precisa operar assim que pousar", disse Stephanie Getty, investigadora principal adjunta da missão.

É que todos os dados científicos necessários serão coletados antes mesmo da chegada à superfície. “Se sobrevivemos ao pouso, podemos ter entre 17 e 18 minutos de operação na superfície sob condições ideais”, ressaltou. Já Jim Garvin, autor principal do novo estudo, destaca que nenhuma missão já lançada à atmosfera de Vênus coletou medidas tão detalhadas como a DAVINCI conseguirá fazer. Ele observa também que nenhuma outra missão lançada para lá desceu para os planaltos de Vênus ou capturou imagens da superfície durante a descida.

Vale lembrar que temos imagens de outras regiões na superfície de Vênus, que foi visitado pelas espaçonaves soviéticas Venera 9, Venera 10 (ambas em 1975), Venera 13 e Venera 14 (ambas em 1982). Todas operaram por pouco tempo na superfície do planeta, antes de sucumbir à pressão e calor intensos na atmosfera venusiana.

“A DAVINCI vai aproveitar o que a sonda Huygens fez em Titã, e vai aprimorar o que outras missões locais em Vênus fizeram — mas com as capacidades e sensores do séc. XXI”, finalizou. Em sua fala, Garvin mencionou a sonda Huygens, que pegou "carona" no orbitador Cassini com destino à lua Titã, de Saturno, onde fez um pouso histórico.

A missão DAVINCI deverá ser lançada em 2029, e se tudo correr bem, vai chegar à atmosfera venusiana em 2031.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Planetary Science Journal.

Fonte: Canaltech

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