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NASA pode levar 10 anos para confirmar se existem bioassinaturas em Marte

Patrícia Gnipper

A missão Mars 2020, da NASA, será lançada no dia 20 de julho com o rover Perseverance para descobrir se realmente existem bioassinaturas em Marte — ou seja, evidências concretas de que, em um passado longínquo, o Planeta Vermelho abrigou algum tipo de vida, ainda que microbiana. Porém, os resultados dessa investigação podem levar pelo menos uma década para serem determinados e divulgados pela agência espacial.

O rover Perseverance está previsto para pousar na cratera Jezero em fevereiro de 2021. Lá, ele vai perfurar rochas para analisar amostras que serão trazidas à Terra em uma missão posterior, justamente para serem analisadas profundamente em laboratórios científicos. Contudo, ele também tem a bordo diversos instrumentos para fazer análises preliminares das amostras coletadas, já fornecendo dados preciosos para estudos antes que as amostras sejam enviadas para nosso planeta.

Tais amostras devem chegar aqui até o ano de 2031. Entre os motivos que justificam tanta demora, estão os períodos orbitais dos dois planetas, que se aproximam de tempos em tempos e apenas quando estão em uma aproximação favorável é que voos entre um e outro são facilitados.

O lado positivo é que, quando as amostras chegarem à Terra, teremos tecnologias ainda mais avançadas para analisá-las com mais profundidade. Para Lori Glaze, diretora da divisão de ciências planetárias da NASA, as amostras "fornecerão novos conhecimentos nas próximas décadas, com equipamentos de laboratório de última geração que não poderíamos levar para o Planeta Vermelho agora".

Fonte: Canaltech