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NASA não quer trocar amostras lunares com a China — ao menos por enquanto

·3 minuto de leitura

Por enquanto, a NASA não pretende trocar suas amostras lunares, trazidas pelas missões Apollo, com as coletadas pela missão chinesa Chang'e 5 no final do ano passado. Apesar disso, durante a reunião anual do Lunar Exploration Analysis Group (LEAG), o cientista-chefe da agência norte-americana, Jim Green, esperar que este cenário mude no futuro.

Durante a reunião, que aconteceu no último dia 31 de agosto, Green disse que as restrições na lei dos EUA sobre a cooperação bilateral entre NASA e organizações da China descartam, até o momento, qualquer trocar de amostras lunares entre os dois países. Além disso, ele citou a Emenda Wolf, uma cláusula nos projetos de lei de apropriação anual responsável por restringir as relações entre as nações.

A Chang'e 5 foi a primeira missão lunar da China a trazer, em dezembro do ano passado, cerca de 1,7 kg de materiais lunares coletados próximos ao complexo vulcânico Mons Rümker, localizado na região de Oceanus Procellarum da Lua. Estas amostras têm grande valor científico, pois são um material geologicamente novo em relação ao que foi trazido pelas missões Apollo e também por missões da antiga União Soviética.

Sonda Chang'e 5 na Lua (Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP)
Sonda Chang'e 5 na Lua (Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP)

Na década de 1970, os EUA e a União Soviética trocaram uma pequena quantia de amostras lunares de suas respectivas missões. Na reunião, Green disse que a NASA tem um acordo com a agência espacial japonesa (JAXA) para receber amostras do asteroide Ryugu, coletadas pela missão japonesa Hayabusa 2, em troca do material coletado do asteroide Bennu que a nave OSIRIS-REx, da agência norte-americana, está trazendo para a Terra.

Além disso, Green ressaltou que, apesar de a Emenda Wolf restringir as relações entre os países, ela não proíbe por completo. Ele também acrescentou que, com o tempo, esforços focados podem ser e têm sido feitos para que a Casa Branca e o Congresso aprovem as cooperações. “Eu diria que temos mecanismos e que usaríamos esses mecanismos à medida que avançamos para o futuro”, disse.

Missão Apollo 16, em 1972 (Imagem: Reprodução/NASA)
Missão Apollo 16, em 1972 (Imagem: Reprodução/NASA)

Ao todo, a NASA coletou cerca de 382 kg de amostras lunares durante as seis missões Apollo que pousaram na Lua entre 1969 e 1972. Provavelmente, uma nova amostragem será adquirida através da missão não tripulada Artemis 3, do Programa Artemis, que não deve acontecer antes de 2024. Vale destacar que, em julho deste ano, a China compartilhou cerca de 17 gramas de suas amostras lunares com 13 instituições de pesquisa — com pretensão de compartilhar ainda mais.

Na mesma reunião, a NASA foi questionada se estava aceitando qualquer missão de devolução de amostras lunares como parte de seu programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS), onde a agência contrata serviços de entrega de carga útil em landers comerciais. Joel Kearns, administrador associado no Diretório de Missão Científica da agência, explicou que fazer isso seria mais difícil do que garantir o funcionamento de sondas em duas semanas de noite lunar. “Em si, um desafio técnico significativo”, acrescentou Kearns. No entanto, ele se recusou a oferecer uma previsão de quando uma missão de retorno de amostras CLPS poderia acontecer.

Fonte: Canaltech

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