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NASA identifica possível causa do problema que suspendeu as operações do Hubble

·2 min de leitura

Em junho, o telescópio espacial Hubble apresentou uma falha, que, inicialmente, pareceu ter acontecido em seu módulo de memória. Desde então, a equipe da NASA segue estudando o problema para identificar o que aconteceu e buscar soluções e, enquanto isso, o telescópio e seus instrumentos estão em uma configuração de segurança. Em uma atualização publicada nesta quarta-feira (14), a agência espacial afirma que o ocorrido pode ter sido causado pela unidade de controle de energia do telescópio.

Enquanto tentavam encontrar a causa da falha, os engenheiros da NASA realizaram vários testes, que incluíram tentativas de reiniciar e alterar a configuração dos computadores do telescópio. Eles não tiveram sucesso nesses procedimentos, mas conseguiram coletar dados que permitiram que a equipe determinasse que a possível causa do problema estava no componente Power Control Unit (PCU). Trata-se de uma unidade que faz parte do Science Instrument Command and Data Handling (SI C&DH), que tem um regulador que fornece energia para o hardware do computador de carga útil do telescópio.

Imagem do Hubble feita pela tripulação de manutenção, em 2002 (Imagem: Reprodução/NASA)
Imagem do Hubble feita pela tripulação de manutenção, em 2002 (Imagem: Reprodução/NASA)

A PCU tem também um circuito de proteção secundário, que entra em ação se detectar que o nível de voltagem está acima ou abaixo dos níveis permitidos — neste caso, o componente faz com que o computador de carga útil suspenda seu funcionamento. Assim, a análise da equipe trouxe duas possibilidades: ou o nível de voltagem do regulador estava diferente do nível considerado aceitável, ou o circuito secundário de proteção está tão degradado pelo tempo de operação que ficou travado no estado atual.

Como os comandos em solo não conseguiram reiniciar a PCU, a equipe decidiu alternar o funcionamento do sistema para a unidade de reserva do SIC & DH. Os testes para o procedimento de troca e análises foram feitos ao longo de duas semanas, e estão concluídos. Paul Hertz, diretor de astrofísica na NASA, comenta que se o procedimento não for feito corretamente, o telescópio pode ficar em uma situação irreversível: “acredito que é este nível de cuidado e de riscos dos quais queremos estar cientes conforme avançamos”, explicou. A alteração deverá começar nesta quinta-feira (15) e, se tudo correr bem, o Hubble poderá retomar as operações científicas dentro de alguns dias.

Lançado em 1990, o querido telescópio observa o espaço há mais de 31 anos e contribuiu para algumas das descobertas mais importantes já feitas sobre o universo. Devido ao longo período de operação, o telescópio já apresentou falhas em seus componentes em outros momentos, mas os engenheiros da NASA vêm conseguindo contornar os ocorridos. Por isso, há boas perspectivas para o desfecho desta vez. “Estamos muito otimistas para descobrirmos um caminho”, disse Antonella Nota, líder de ciência do Hubble na Agência Espacial Europeia. “Como o sistema tem bastante redundância e os engenheiros são criativos para encontrar soluções, acredito que vai ficar tudo bem”, finaliza.

Fonte: Canaltech

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