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NASA explica como consertou uma espaçonave a milhões de km da Terra

Imagine a situação: sua equipe trabalha anos no desenvolvimento de um equipamento e, quando ele é finalmente colocado em operação, uma falha potencialmente "fatal" é descoberta. Aqui na Terra, o equipamento seria levado a um laboratório para análise, ou então um engenheiro despachado a campo para corrigir o problema.

Mas e se o equipamento for uma espaçonave, viajando rumo a um destino a milhões de km de distância de nós? Foi esse desafio que a equipe responsável pela espaçonave da missão Lucy, que irá estudar asteroides na órbita de Júpiter, teve de enfrentar.

Logo após o lançamento, em outubro passado, engenheiros perceberam que um dos painéis solares circulares, que se desdobram como imensos leques, não estava completamente aberto e travado na posição final.

Não era o bastante para ameaçar a produção de energia elétrica necessária para o funcionamento da nave, mas, como toda falha, era algo preocupante. Que impacto isso poderia ter no futuro da missão?

Em um artigo no site da NASA, Lauren Duda, membro da equipe, relembra momentos de tensão. Rapidamente a agência montou uma equipe composta por membros do Southwest Research Institute (SwRI), líder da missão científica, do Goddard Space Flight Center da NASA, responsável pelas operações da missão; da Lockheed Martin, que construiu a espaçonave; e da Northrop Grumman, que projetou e construiu os painéis solares.

"Em uma extremidade da sala, um engenheiro estava sentado com a testa franzida, dobrando e desdobrando um prato de papel da mesma maneira que os enormes painéis solares circulares de Lucy operam", disse.

“Esta é uma equipe talentosa, firmemente comprometida com o sucesso de Lucy”, disse Donya Douglas-Bradshaw, ex-gerente de projeto da Lucy em Goddard. “Eles têm a mesma garra e dedicação que nos levaram a um lançamento bem-sucedido durante uma pandemia única na vida.”

Um dos painéis solares da Lucy, em teste na Terra antes do lançamento. Imagem: (Lockheed Martin / Reprodução)
Um dos painéis solares da Lucy, em teste na Terra antes do lançamento. Imagem: (Lockheed Martin / Reprodução)

Para descobrir a causa do problema, a equipe realizou uma série de pequenos disparos dos propulsores da espaçonave, fazendo os painéis vibrarem. Depois, inseriu os dados de vibração em um modelo detalhado dos motores responsáveis pela abertura dos painéis, o que lhes permitiu determinar o quão firmes eles estavam.

Com isso, chegaram à raiz do problema: um cordão que deveria puxar o painel solar defeituoso estava enroscado em seu carretel. Havia dois caminhos a seguir: deixar o painel como estava, gerando 90% da energia esperada, ou tentar dar um "puxão" no cordão para destravar o painel.

“Cada caminho carregava algum elemento de risco para alcançar os objetivos científicos básicos”, disse Barry Noakes, engenheiro-chefe de exploração do espaço profundo da Lockheed Martin. “Grande parte do nosso esforço foi identificar ações proativas que mitiguem o risco em qualquer cenário.”

Após meses de simulação e testes, incluindo a construção de uma réplica do conjunto do motor aqui na Terra, a equipe decidiu seguir com a primeira opção: acionariam o motor principal de abertura do painel, em conjunto com um motor de backup, na esperança de que a força dos dois motores juntos fosse o bastante para abrir o painel. Deu certo!

No início de julho, a NASA anunciou que o painel "problemático" está aberto em um ângulo entre 353 e 357 graus (dos 360º quando completamente estendido), e o cabo que o mantém aberto está sob tensão "substancialmente maior", o que lhe dá mais estabilidade. "O suficiente para que a espaçonave opere conforme necessário para as operações da missão", diz Lauren.

A Lucy agora está se preparando para completar o próximo grande marco da missão: uma manobra de "assistência gravitacional" ao redor da Terra em outubro deste ano, que lhe dará o impulso suficiente para chegar ao seu destino. A espaçonave deve atingir seu primeiro alvo, o asteroide 52246 Donaldjohanson, em 2025.

Fonte: Canaltech

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