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NASA escolhe local da Lua onde começará a minerar gelo em 2022

·3 min de leitura

Nesta quarta-feira (3), a NASA e a Intuitive Machines anunciaram a escolha do lugar na Lua que receberá uma missão formada por um experimento de mineração de gelo, acoplado a um lander robótico. Em 2022, a missão Polar Resources Ice-Mining Experiment-1 (PRIME-1) será enviada para o polo sul lunar com destino a um cume próximo da cratera de Shackleton, uma cratera de impacto profunda. O local foi escolhido porque pode ter gelo sob sua superfície e, além disso, a região recebe luz suficiente para alimentar um lander em uma missão de 10 dias.

Como a NASA tem planos para estabelecer uma base para abrigar e preparar astronautas que partirem em missões rumo a lugares distantes no Sistema Solar, será necessário coletar recursos do nosso satélite natural para estes visitantes. Pois bem, as condições dessa região no polo sul lunar oferecem as melhores chances de sucesso para as três demonstrações de tecnologia da missão, sendo que o experimento PRIME-1 representará também a primeira demonstração de extração de recursos lunares.

Região próxima da cratera Shackleton, escolhida para o pouso do lander Nova-C (Imagem: Reprodução/NASA)
Região próxima da cratera Shackleton, escolhida para o pouso do lander Nova-C (Imagem: Reprodução/NASA)

Para investigar os recursos presentes sob a superfície lunar, o PRIME-1 estará acoplado ao lander Nova-C e contará com uma broca e um espectrômetro de massa para “farejar” água e outras moléculas. A missão incluirá também um pequeno rover desenvolvido pela Lunar Outpost, que irá se aventurar por mais de 1,5 km do Nova-C para testar a uma rede de 4G/LTE sem fios, projetada pela Nokia. Para isso, o rover vai se comunicar com uma estação no lander, enquanto este transmitirá os dados para a Terra. Se tudo der certo, a demonstração poderá abrir o caminho para um sistema de comunicações 4G/LTE que permitirá a comunicação na superfície lunar.

Enquanto isso, o pequeno robô Micro-Nova será liberado na superfície para saltitar em crateras próximas, entrando nelas para fazer fotos, coletar dados e sair, proporcionando um reconhecimento da superfície lunar em alta resolução. Esses dados serão enviados ao Nova-C e essa demonstração poderá ajudar a abrir o caminho para serviços de exploração lunar comercial. Futuramente, os cientistas podem ter a oportunidade de produzir um robô saltador com outros instrumentos científicos, como câmeras e sismômetros.

Conceito do lander Nova-C (Imagem: Reprodução/Intuitive Machines)
Conceito do lander Nova-C (Imagem: Reprodução/Intuitive Machines)

Estes instrumentos e dispositivos terão que funcionar em um ambiente desafiador, e o lugar escolhido para a missão permitirá que o Nova-C, o Micro-Nova e o dispositivo da Nokia operem com eficiência suficiente. “Precisamos encontrar um lugar como a ‘Cachinhos Dourados’, que receba luz suficiente para cumprir os requisitos da missão e ainda seja um local seguro para pousar, com boa comunicação com a Terra”, explicou Jackie Quinn, gerente de projeto da PRIME-1.

Niki Werkheiser, diretor de desenvolvimento de tecnologia na Space Technology Mission Directorate (STMD), da NASA, afirma que essas demonstrações de tecnologia empregam parcerias inovadoras, que vão fornecer informações valiosas sobre a operação e exploração da superfície lunar. “Os dados vão nos dizer o design do uso de recursos locais futuros e capacidades de mobilidade, comunicação, alimentação e mitigação de poeira”, disse.

Os resultados proporcionados pela missão PRIME-1 ao fim de 2022 irão também ajudar a missão VIPER, da NASA, em que um rover será levado à Lua para buscar e mapear água.

Fonte: Canaltech

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