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NASA enviará satélites gêmeos para estudar a magnetosfera de Marte em 2024

·3 minuto de leitura

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, em parceria com a Rocket Lab, está desenvolvendo uma missão que será enviada rumo a Marte com redução significativa nos custos de lançamento. Trata-se da Escape and Plasma Acceleration and Dynamics Explorers (ESCAPADE), composta por um par de satélites que irão monitorar Marte, observar a atmosfera do planeta e verificar como o vento solar o afeta — e tudo isso, desde o início até a coleta de dados, não deverá custar mais que US$ 80 milhões, valor que representa uma pequena fração do custo típico de missões interplanetárias.

Uma missão do tipo, desenvolvida com métodos tradicionais, teria custo aproximado de US$ 800 milhões. No caso da ESCAPADE, a grande economia se deve à tolerância aos altos riscos da empreitada. O Dr. Robert Lillis, diretor associado do Laboratório de Ciências Espaciais da universidade, propõe: “em vez de gastar US$ 800 milões por uma chance de 95% de sucesso, podemos gastar US$ 80 milhões por uma chance de 80%?” sugeriu ele. Essa alta tolerância era algo raro na indústria espacial no passado, mas vem crescendo com empresas como a SpaceX e concorrentes, cujos protótipos de projetos em andamento explodem com regularidade.

Representação dos pontos focais científicos da missão ESCAPADE; o plasma aquecido e ionizado aparece em vere e amarelo, e os campos magnéticos, em azul (Imagem: Reprodução/UC Berkeley & Robert Lillis)
Representação dos pontos focais científicos da missão ESCAPADE; o plasma aquecido e ionizado aparece em vere e amarelo, e os campos magnéticos, em azul (Imagem: Reprodução/UC Berkeley & Robert Lillis)

A missão deverá ser lançada em 2024 e já passou pela etapa de análise na NASA. As naves gêmeas vão passar 11 meses no espaço interplanetário antes de entrar em uma órbita elíptica em torno de Marte e, depois, elas terão seis meses de descida gradual na mesma órbita científica nominal, passando a 160 km do planeta no ponto de maior aproximação. “Estamos maravilhados por passar por essa etapa crítica, o resultado de um trabalho de dois anos de engenharia e ciência de uma equipe dedicada talentosa da universidade e dos nossos parceiros”, disse Lillis. “Estamos muito felizes em avançar para o design final, montagem, testes, lançamento e seguir viagem a Marte”, finalizou.

O lançamento será feito com a plataforma Photon, da Rocket Lab, que enviará os satélites a uma órbita diferente daquela planejada inicialmente, mas que ainda assim permitirá cumprir os objetivos planejados. Ambas as Photons têm subsistemas de satélites desenvolvidos e produzidos pela empresa; assim, ao aproveitar a produção verticalmente integrada, a missão ESCAPADE chegará ao seu destino a uma fração de custo das missões planetárias tradicionais. Peter Back, fundador da Rocket Lab e CEO da empresa, afirma que a missão é promissora, e poderá realizar grandes feitos científicos com dispositivos pequenos — cada satélite tem o tamanho de uma geladeira pequena e não pesa mais que 120 kg. "Nossa nave Photon, para a ESCAPADE, demonstrará uma forma mais econômica de exploração planetária, que ampliará o acesso da comunidade científica ao Sistema Solar", disse.

A ESCAPADE irá estudar como a magnetosfera de Marte interage com o vento solar, quais são os processos por trás do escape atmosférico que acontece por lá, como o campo magnético guia o fluxo de partículas pelo planeta, entre outros objetivos científicos. "Essa constelação de dois satélites responderá grandes perguntas sobre a atmosfera e o vento solar em tempo real", disse Shannon Curry, cientista de projeto para a missão. "Com observações simultâneas em dois pontos, a ESCAPADE vai nos trazer o primeiro retrato 'estéreo' desse ambiente altamente dinâmico", completou Lillis.

Fonte: Canaltech

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