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NASA e SpaceX fecham acordo para dividir informações e evitar colisões em órbita

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Até o momento, a SpaceX já lançou mais de mil satélites Starlink para a órbita terrestre, e segue na expansão da megaconstelação que será capaz de fornecer internet de alta velocidade para todo o mundo. Assim, para que o serviço funcione e os componentes não atinjam outros objetos em órbita, a NASA e a SpaceX assinaram um acordo conjunto, nesta semana, para compartilhar informações e garantir que suas espaçonaves não colidam uma com a outra.

Já existem cerca de 1.200 satélites da SpaceX na órbita, e a empresa possui autorização para lançar até 12 mil deles. A constelação está crescendo rapidamente e, além disso, cada satélite tem recursos para realizar manobras autônomas se os parâmetros da missão mostrarem necessidade. Assim, o acordo aprofunda o compartilhamento de dados, a cooperação e coordenação entre a NASA e a SpaceX, além de definir também as responsabilidades e procedimentos necessários para a segurança de voos.

Os satélites Starlink serão capazes de fornecer internet mesmo em localizações remotas (Imagem: Reprodução/SpaceX)
Os satélites Starlink serão capazes de fornecer internet mesmo em localizações remotas (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Assim, o acordo trouxe algumas definições sobre o compartilhamento de informações entre ambas as instituições: a agência espacial fornecerá informações detalhadas e precisas sobre os planos para missões com antecedência, para que a SpaceX possa usar os recursos de desvios de seus satélites caso os caminhos das espaçonaves de ambas acabem convergindo. Além disso, a NASA se compromete a trabalhar com a empresa de Elon Musk para diminuir as chances de incidentes e dará o suporte técnico para a SpaceX reduzir ainda mais a luz que os satélites refletem.

A SpaceX, por sua vez, será responsável por garantir que seus satélites realizem “ações de desvio”, para reduzir as aproximações com outros objetos e evitar colisões com os dispositivos da NASA. A empresa também precisará fornecer dados dos períodos em que os satélites não conseguirem usar os recursos de desvio de colisão, que costumam acontecer logo após serem lançados. Por fim, os lançamentos dos satélites terão que ser planejados para ficarem 5 km acima ou abaixo dos pontos de maior e menor altitude da Estação Espacial Internacional.

Tanto a NASA quanto o Departamento de Defesa dos Estados Unidos têm vasta experiência com o gerenciamento dos riscos de colisão e possíveis impactos. Assim, ao trabalharem juntas no acordo, a iniciativa para evitar colisões pode ser aprimorada para ambas as partes. Além disso, os satélites vão ajustar suas rotas de forma autônoma ou manual para não entrarem no caminho dos satélites e outros instrumentos da NASA. Com o acordo, ambas estarão totalmente cientes da localização exata das espaçonaves e detritos, de modo que serão mutuamente beneficiadas.

Caso as espaçonaves da NASA e da SpaceX se aproximem demais, a agência espacial concordou em não mover seus componentes para não criar colisões acidentais. Steve Jurczyk, administrador interino da NASA, comentou que a sociedade tem grande dependência das capacidades do espaço para a comunicação global, navegação, previsão do tempo, entre outros: “com empresas comerciais lançando cada vez mais satélites, é essencial aumentarmos a comunicação, trocar dados e estabelecer as melhores práticas, para garantir que vamos todos manter um ambiente espacial seguro”, finaliza.

Fonte: Canaltech

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