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NASA e Boeing adiam novo teste de voo da cápsula Starliner para 2022

·3 minuto de leitura

Em agosto, a cápsula Starliner, da Boeing, seria lançada na missão de testes Orbital Flight Test (OFT-2). No entanto, faltando algumas horas para o lançamento, a equipe técnica descobriu problemas nas válvulas do sistema de propulsão da nave, que resultaram em adiamentos consecutivos da missão. Agora, a Starliner voará somente no ano que vem. Em um comunicado, a NASA anunciou que, junto da Boeing, decidiu oficialmente adiar a missão para o primeiro semestre de 2022.

Na publicação, a agência espacial norte-americana afirma que os técnicos seguem trabalhando na investigação do problema da válvula. A Boeing identificou que a causa mais provável para o ocorrido tem relação com as interações entre o oxidante e a umidade, e deve realizar testes com a nave e seus componentes nas próximas semanas para explorar fatores que tenham relação com o problema, junto a possíveis correções de sistema.

Kathy Lueders, chefe do Diretório de Exploração Humana e Missão de Operações da NASA, já havia sinalizado que seria mais provável que o teste acontecesse somente em 2022. Agora, além de confirmar a nova data, a agência espacial afirmou que continuará acompanhando possíveis janelas de lançamento para a missão. “A equipe está trabalhando atualmente para as oportunidades de lançamento durante a primeira metade de 2022, considerando a situação do hardware pendente, o manifesto do foguete e a disponibilidade da estação espacial”, explicou em comunicado.

Steve Stitch, gerente do Commercial Crew Program, na NASA, parabenizou a equipe envolvida no trabalho e acrescentou que o problema é complexo, já que afeta partes da nave que são de difícil acesso. “Isso exige uma iniciativa metódica e engenharia sólida para examinarmos efetivamente o problema”, afirmou. Já John Vollmer, vice-presidente e gerente do programa Starliner, disse que a segurança da tripulação, equipe e nave vêm em primeiro lugar, e que vão “levar o tempo necessário no processo para preparar o sistema para a missão OFT-2 e todas as outras que estão por vir”.

A nave Starliner que será usada na missão OFT-2, que continua nas instalações do Kennedy Space Center (Imagem: Reprodução/Boeing)
A nave Starliner que será usada na missão OFT-2, que continua nas instalações do Kennedy Space Center (Imagem: Reprodução/Boeing)

Commercial Crew Program

A cápsula Starliner, da Boeing, e a Crew Dragon, da SpaceX, são veículos projetados para levar passageiros à Estação Espacial Internacional através do Commercial Crew Program, da NASA. Para ser certificada como um veículo seguro para levar astronautas à estação, a NASA exigiu que cada empresa fizesse um teste de voo não tripulado e um com tripulação. Tudo correu bem nos voos realizados pela SpaceX, mas não com o da Boeing: a Starliner teve uma falha em seu voo não tripulado em 2019, que a impediu de chegar à estação.

Então, para cumprir os requisitos exigidos pela NASA, a empresa esperava realizar uma nova tentativa na missão OFT-2 que, a princípio, aconteceria em julho, mas acabou adiada em função do acionamento súbito dos motores do módulo Nauka, que afetaram a orientação da ISS. Depois disso, os técnicos descobriram o problema com as válvulas e adiaram a missão indefinidamente para solucionar o problema. Durante a missão, a Starliner será lançada com um foguete Atlas V com destino à estação e ficará acoplada lá durante 10 dias, aproximadamente.

Fonte: Canaltech

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