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NASA divulga imagem de dano causado por impacto contra espelho do James Webb

No final de maio, o telescópio espacial James Webb tomou uma "pedrada": um impacto com um micrometeoroide (um pequeno pedaço de rocha espacial) causou um dano permanente em um dos 18 segmentos de seu espelho hexagonal. Agora, um novo estudo publicado pela NASA tenta determinar a verdadeira extensão desse dano.

“Inevitavelmente, qualquer espaçonave encontrará micrometeoroides”, diz o relatório, elaborado pela NASA e agências espaciais do Canadá (CSA) e Europa (ESA) e publicado no site ArXiv, ainda sem revisão por pares.

De fato, durante o comissionamento (fase de preparação para o início da operação científica) do telescópio, foram detectadas "seis deformações localizadas na superfície do espelho primário que são atribuídas ao impacto de micrometeoroides". Essas deformações ocorreram a uma "taxa de aproximadamente uma por mês", de acordo com o relatório, o que é "consistente com as expectativas de pré-lançamento". No total, desde o lançamento, 19 impactos foram registrados. Felizmente eles não tiveram muito efeito detectável nas operações – exceto o que atingiu o segmento C3.

Esse micrometeoroide "causou uma mudança incorrigível significativa na forma geral desse segmento". A boa notícia é que "apenas uma pequena parte da área do telescópio foi afetada", segundo a NASA. E ajustando a posição dos outros 17 segmentos, a equipe consegue minimizar as distorções na imagem causadas pelo impacto. De fato, o "defeito" não é visível nas cinco primeiras imagens do James Webb divulgadas pela NASA na última semana.

O gráfico abaixo mostra o alinhamento dos espelhos do James Webb antes do lançamento (à esquerda) e após o impacto (à direita). A escala indica os "erros de frente de onda", e quanto mais clara a cor, maior o erro. O local do impacto é claramente visível como a "mancha" branca no canto inferior direito do espelho.

"Mancha" branca na imagem da direita indica o local do impacto de maio. (Imagem: NASA/ESA/CSA)
"Mancha" branca na imagem da direita indica o local do impacto de maio. (Imagem: NASA/ESA/CSA)

Segundo o estudo, ainda não está claro se o impacto de maio deste ano foi um evento raro, ou se o telescópio pode ser mais suscetível a danos do que o estimado pela modelagem antes do lançamento.

"A equipe do projeto está conduzindo investigações adicionais na população de micrometeoroides, como impactos afetam espelhos de berílio, e na eficácia e eficiência de medidas para mitigação de danos, como restrições na direção para onde o telescópio é apontado, para minimizar o tempo gasto apontando na direção do movimento orbital, que tem taxa estatisticamente maior de micrometeoroides com maior energia de impacto".

Apesar de tudo, a equipe responsável pelo JWST é otimista. "...no geral, o desempenho científico do JWST é melhor que o esperado", diz o texto.

Fonte: Canaltech

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