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NASA confirma que rover Perseverance coletou e armazenou amostra de Marte

·4 minuto de leitura

Agora é oficial: o rover Perseverance coletou, armazenou e selou sua primeira amostra de Marte. A coleta do material aconteceu na semana passada e, nesta segunda-feira (6), a NASA anunciou que o veículo selou o tubo de titânio que contém o núcleo de rocha em seu interior. Se tudo correr conforme o planejado pela agência espacial, esta e outras amostras que ainda serão obtidas serão enviadas para a Terra para serem estudas, e isso poderá acontecer no início da próxima década.

O processo para a coleta da amostra começou na quarta-feira passada (1º), quando a broca na ponta do braço robótico do rover perfurou uma rocha apelidada de “Rochette”. Após finalizar o processo para obter um núcleo da rocha, de 1,3 cm de espessura e 6 cm de comprimento, o braço robótico realizou uma manobra para que a câmera do instrumento Mastcam-Z pudesse efetuar registros do interior do tubo, que ainda não estava selado, e enviar os resultados para a Terra.

Após os controladores da missão confirmarem que a rocha estava lá, enviaram um comando para finalizar o processamento da amostra. Assim, foi nesta segunda-feira que o Perseverance transferiu o tubo para seu interior, para tirar medidas e fazer novas fotos da rocha. No fim do processo, o contêiner foi hermeticamente selado, rendeu mais imagens e, por fim, foi armazenado. "De toda a ciência da NASA, esse é um momento verdadeiramente histórico", disse Thomas Zurbuchen, líder da Diretoria de Missões Científicas na NASA.

Segundo ele, assim como as missões do programa Apollo demonstraram o valor científico de coletar amostras de outros mundos e enviá-las para análises na Terra, veremos o mesmo processo acontecendo com as amostras obtidas pelo Perseverance. “Esperamos descobertas surpreendentes em várias áreas científicas com os instrumentos científicos mais sofisticados da Terra, incluindo a exploração da pergunta sobre se houve vida em Marte”, concluiu ele.

O sucesso do procedimento aconteceu na segunda tentativa de obter as amostras, já que, na primeira realizada em agosto, o rover tentou amostrar uma rocha de estrutura quebradiça, que se fragmentou em pedaços tão pequenos que não puderam ser armazenados. Assim, a equipe guiou o Perseverance para uma região chamada “Citadelle”, que foi onde encontraram a rocha Rochette. Após avaliá-la, a equipe decidiu seguir com a amostragem delas, fotografando o processo para confirmar se o material foi coletado. As primeiras imagens após o procedimento mostraram que o núcleo estava no tubo, mas, curiosamente, não estava visível em outras fotos.

Os cientistas suspeitaram que, de fato, a rocha estava no tubo, mas que não pôde ser vista em outras imagens porque estava escondida nas sombras. Assim, novas fotos feitas em condições melhores de iluminação mostraram que deu tudo certo. “Conseguir essa primeira amostra é um passo enorme”, disse Ken Farley, cientista de projeto do Perseverance. “Quando levarmos esses materiais para a Terra, eles vão nos dizer muito sobre alguns dos primeiros capítulos da evolução de Marte; mas não importa o quão intrigantes sejam os conteúdos do tubo, eles não vão nos contar toda a história desse lugar”, explicou ele.

Farley afirmou que ainda há muito da cratera Jezero para explorar, e que o rover continuará em sua jornada nos próximos meses e anos. Agora, o veículo está explorando as estruturas geológicas de “Artuby”, um cume de 900 m que cerca duas unidades geológicas que podem conter as camadas mais antigas e profundas de rochas expostas na cratera. A aventura científica inicial do rover ainda deverá durar algumas centenas de dias marcianos (ou sóis, se preferir), e será concluída quando o Perseverance voltar ao local onde pousou. Quando isso acontecer, o veículo poderá ter preenchido oito de seus 43 tubos de amostra.

Fonte: Canaltech

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