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Nas bolsas de NY, S&P 500 e Nasdaq voltam a superar máximas históricas

Gabriel Roca

Nesta terça (11), o S&P 500 subiu 0,17%, para 3.357,75 pontos, e o índice eletrônico Nasdaq avançou 0,11%, para 9.638,94 pontos Os índices acionários em Nova York perderam força durante as horas finais de negócios em Wall Street, nesta terça-feira (11), moderando os ganhos que apresentavam mais cedo, com notícias de que reguladores antitruste podem escrutinar aquisições anteriores das grandes companhias de tecnologia dos Estados Unidos. No entanto, o S&P 500 e o índice eletrônico Nasdaq voltaram a registrar novas máximas de fechamento, com ganhos leves.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones terminou a sessão estável, aos 29.276,34 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,17%, para 3.357,75 pontos. O índice eletrônico Nasdaq avançou 0,11%, para 9.638,94 pontos. Com o avanço modesto, o índice amplo de ações e o de tecnologia superaram as máximas anotadas na segunda (10) e fecharam em novo recorde histórico.

O otimismo do início da sessão foi impulsionado pela desaceleração no registro de novos infectados pelo surto de coronavírus, na China. Durante o pregão, os três principais índices de ações renovaram suas máximas históricas intradiárias.

Hoje, a Comissão Nacional de Saúde da China reportou mais 108 vítimas fatais do coronavírus, elevando o total de mortes no mundo para 1.018 casos. O número de novas contaminações, no entanto, recuou de 3.062, reportados na segunda-feira (10), para 2.478, anunciados nesta terça, alimentando algum otimismo de que os esforços para conter a crise estão surtindo efeito.

O assunto também foi abordado pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Jerome Powell, nesta terça. Em depoimento à Câmara dos Deputados dos EUA, ele afirmou que a instituição monetária está monitorando atentamente a epidemia da doença e seus possíveis impactos à economia americana.

Segundo Powell, embora "algumas das incertezas sobre o comércio tenham diminuído recentemente", o surto viral "pode levar a dificuldades na China que podem se espalhar para o resto da economia global". Sobre o atual estágio da economia americana, o líder da instituição monetária adotou um tom levemente otimista.

O analista-sênior de mercados da Oanda, Edward Moya, afirmou que os investidores seguem confiantes de que o Fed entrará para apoiar a economia, caso seja necessário, o que dá impulso à tomada de risco. "Até o Fed começar a adotar uma política mais restritiva, algo que ninguém espera, o sinal está verde", escreveu, em análise enviada a clientes.

Destaques

No entanto, o otimismo foi reduzido durante a tarde desta terça, com a notícia de que a Federal Trade Comission (FTC), o órgão antitruste dos Estados Unidos, requisitou informações sobre aquisições passadas de grandes empresas de tecnologia, entre as quais a Apple, Amazon, Google, Facebook e Microsoft, o que pesou sobre as ações. Os papéis da Microsoft fecharam em queda de 2,26%, do Facebook caíram 2,76% e os da Apple cederam 0,60%.

"Os pedidos ajudarão a FTC a aprofundar sua compreensão da atividade de aquisição de grandes empresas de tecnologia, incluindo como essas empresas relatam suas transações às agências federais antitruste e se as grandes empresas de tecnologia estão fazendo aquisições potencialmente anticompetitivas de novos ou potenciais concorrentes", afirmou a agência, em seu anúncio.

Com isso, os setores de comunicações e de tecnologia estiveram entre os piores desempenhos do S&P 500 hoje, em queda de 0,61% e 0,34%, respectivamente. Oito índices setoriais avançaram na sessão desta terça.

No noticiário corporativo, as ações da T-Mobile subiram 11,78%, após um juiz federal ter aprovado a fusão da empresa com a Sprint. As ações da Sprint dispararam e fecharam com ganhos de 77,50%. A concorrente Verizon fechou em queda de 2,57%.

Já as ações da Hasbro fecharam em queda de 0,79%, mesmo após a fabricante de brinquedos ter reportado ganhos no quarto trimestre de US$ 267,3 milhões, superando as expectativas dos analistas. As ações da Under Armour classe "A", por sua vez, caíram 18,88%, depois de a empresa de equipamentos esportivos ter registrado prejuízo no quarto trimestre e projetado uma queda nas vendas em 2020.