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Naomi Osaka acende pira olímpica na abertura dos "Jogos da esperança" em Tóquio

·3 minuto de leitura
Naomi Osaka acende a pira olímpica dos Jogos de Tóquio

Por Antoni Slodkowski e Elaine Lies e Kiyoshi Takenaka

TÓQUIO (Reuters) - A japonesa estrela do tênis Naomi Osaka acendeu nesta sexta-feira a pira olímpica dos Jogos de Tóquio, em uma cerimônia de abertura ofuscada pela pandemia, mas celebrada como um momento de esperança global.

Os organizadores também prestaram homenagem aos profissionais da área médica, enquanto atletas de todo o mundo entraram em um estádio quase vazio com seus sorrisos escondidos por máscaras pela primeira vez.

Normalmente cheia de estrelas e celebridades, a cerimônia foi modesta, com menos de 1.000 pessoas na plateia, rígidas regras de distanciamento social e placas pedindo que os espectadores "ficassem em silêncio" no estádio.

Os organizadores também enviaram a tradicional mensagem de paz quando estrelas mundiais cantaram a música "Imagine", de John Lennon e Yoko Ono, enquanto drones formavam o emblema olímpico nos céus acima do estádio e o transformavam em um globo.

"Com o mundo em uma situação difícil por causa da pandemia de coronavírus, gostaria de prestar meu respeito e expressar minha gratidão aos funcionários médicos e todos que estão trabalhando duro todos os dias para superar as dificuldades", disse a presidente do comitê organizador Seiko Hashimoto.

A cerimônia se aproximou do seu clímax com a fusão entre o tradicional teatro japonês --com suas maquiagens e figurinos elaborados-- e uma improvisação de piano jazz, em um palco no formato do Monte Fuji com o caldeirão da pira olímpica em cima.

Depois passar por lendas do beisebol e crianças, a tocha foi entregue a Osaka, que caminhou até a base do palco, que se abriu revelando um conjunto de escadas enquanto o caldeirão se desdobrava como uma flor.

A atleta então subiu as escadas e acendeu a pira enquanto fogos de artifício iluminavam o céu.

Na abertura, a maioria dos países foi representada por porta-bandeiras masculinos e femininos, mas nem todos seguiram as medidas de prevenção na pandemia. Equipes do Quirguistão, Tajiquistão e os porta-bandeiras do Paquistão desfilaram sem máscara, contrariando o protocolo e a maioria dos outros atletas.

Membros da delegação canadense usaram emblemas com as cores do arco-íris, símbolo da comunidade LGBT, em suas jaquetas. A primeira-dama dos EUA, Jill Biden, aplaudiu os norte-americanos, assim como o presidente francês, Emmanuel Macron, fez com a delegação francesa.

Um número muito menor de atletas participou do desfile das delegações do que normalmente, com muitos chegando pouco antes de suas competições e planejando ir embora pouco depois para evitar infecções.

A cerimônia de abertura recapitulou o caminho do Japão aos Jogos e os desafios pelos quais o mundo passou desde a escolha da capital japonesa como sede em 2013.

O vídeo de abertura mostrou como o coronavírus atingiu o ano de 2020, com lockdowns forçando adiamentos sem precedentes apenas quatro meses antes dos Jogos e dando início a um período de preparação instável e em isolamento para os atletas.

Foi prestado um minuto de silêncio "para todas as famílias e amigos perdidos", especialmente devido ao coronavírus, e houve uma menção ao massacre de atletas israelenses nos Jogos de Munique 1972.

IMPACTO DA PANDEMIA

O imperador japonês Naruhito e o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, ambos com máscaras, comemoraram os atletas após se cumprimentarem antes de se sentarem preservando o distanciamento social.

"Hoje é um momento de esperança. Sim, é muito diferente do que todos nós imaginamos, mas finalmente estamos todos aqui juntos", disse Bach, no discurso de abertura.

Ao contrário de seu avô, que abriu os Jogos de 1964 com a palavra japonesa que significa "parabéns", Naruhito optou pela palavra mais neutra em japonês que se aproxima de "comemorar".

Centenas de pessoas protestaram ao redor do estádio gritando "Pare a Olimpíada".

(Por Antoni Slodkowski, Kiyoshi Takenaka e Elaine Lies; reportagem adicional de Mari Saito, Sakura Murakami, John Stonestreet, Hugh Lawson, David Dolan e Leela de Kretser)

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