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“Não tem perigo de desabastecimento”, diz ministra da Agricultura sobre supermercados

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, negou que haja risco de desabastecimento de alimentos.

  • Ela admite que restrições já afetam as exportações, mas ressalvou que os supermercados têm estoques de 60 dias.

A ministra Tereza Cristina, 65, da Agricultura, negou que haja risco de desabastecimento de alimentos e afirmou que os supermercados têm estoques de 60 dias.

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A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, segundo o qual a ministra, em conversas com o setor produtivo, prepara um plano para assegurar o abastecimento de alimentos, desde a fazenda ao supermercado.

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Há serviços essenciais que não poderão parar durante o isolamento pelo coronavírus -- a produção e o transporte de alimentos são exemplos.

"Temos que fazer com que a colheita saia da propriedade. Porque, se não colhermos agora, só no ano que vem", disse.

Ainda de acordo com a ministra, que é engenheira-agrônoma e deputada federal pelo DEM-MS, os supermercados têm estoques de 60 dias.

Indagada sobre o ministério tem feito para o abastecimento de alimentos, definiu: “No momento, estamos na colheita da safra, com 60% colhidos em média nos estados. Temos safra recorde de soja, alguma coisa de milho e algodão e o dia a dia de hortifrúti granjeiros, hortaliças. Temos que fazer com que a colheita saia da propriedade, que os produtos que precisam de secagem e limpeza sejam levados para a agroindústria e depois sejam vendidos aos supermercados”, disse.

“Temos que tratar disso tudo para que as pessoas tenham o risco mínimo de contaminação, mas que também o trabalho seja feito”, afirmou, para completar: “Precisamos manter os estoques, e por isso temos discutido com os elos dessa cadeia para ver quais são os problemas que vão acontecendo. Tivemos que falar com muitos prefeitos que estão baixando decretos ou impedindo que pessoas cheguem ao trabalho, principalmente nos frigoríficos e abatedouros de aves e bovinos”, mencionou.

Se serão definidos quais os setores que não podem parar, a ministra observou que “a iniciativa privada está preocupada”. “Cada empresa está adotando um protocolo de acordo com seus problemas. O setor frigorífico anunciou, por exemplo, que 3 ou 4 empresas fechariam algumas unidades, dariam férias coletivas de 20 dias. O que estamos orientando é que esses trabalhadores depois voltem e saiam outros para manter o fluxo de fornecimento. Não adianta produzir e isso não chegar aonde precisa, na agroindústria ou no supermercado. Por enquanto estamos fazendo o serviço de bombeiro, quando há desinformação, a gente explica, diz que os protocolos serão esses, que tem que trabalhar com os riscos mínimos”, respondeu.

Exportações e supermercados

Tereza Cristina também admitiu que “com certeza” o vírus já afeta as exportações, mas disse não ter informações sobre eventuais problemas no escoamento da soja.

“Mas estou em contato com o ministro [da Infraestrutura] Tarcísio [de Freitas] porque estamos preocupados em criar corredores para, na hora em que a coisa [doença] sair dos grandes centros, ter corredores sanitários para que os motoristas de caminhão possam fazer a distribuição”, ressalvou.

Questionada se o ministério tem algum plano de emergência para garantir o abastecimento dos supermercados, a ministra disse que a pasta tem conversado com a Abras [Associação Brasileira de Supermercados], de modo que “a informação que temos é que eles têm estoques e estão formando estoques com o horizonte de 60 dias. Mas a população, neste primeiro momento, está muito assustada, principalmente nos grandes centros, e aí fazem compras além do que precisava.”

“O que a gente pede é que as pessoas tenham certa parcimônia para ter um consumo consciente e racional, não comprar a mais do que se compra porque você pode estar estocado, mas vai faltar para alguém. E não tem perigo de desabastecimento. É o que todos têm dito para nós. Álcool em gel, por exemplo, teremos doação de usinas do setor sucroalcooleiro”, concluiu.