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'Não sei se teria votado em Bolsonaro se não tivesse passado pelo que passei dentro da USP', declara Janaína

Anita Efraim
·1 minuto de leitura
Brazil's presidential candidate Jair Bolsonaro, right, talks to lawyer Janaina Paschoal during the National Social Liberal Party convention where he accepted the party's nomination in Rio de Janeiro, Brazil, Sunday, July 22, 2018. The far-right congressman is running in distant second to former President Luiz Inacio Lula da Silva, who is in jail, and promises to clean house ahead of October elections. (AP Photo/Leo Correa)
Janaína Paschoal foi eleita na esteira do bolsonarismo, mas rompeu com o presidente (Foto: AP Photo/Leo Correa)

Questionada sobre as ofensas que sofre, Janaína Paschoal (PSL-SP) atribui o voto em Jair Bolsonaro (sem partido) aos ataques misóginos dos quais é vítima, especialmente os sofridos na Universidade de São Paulo. Antes de assumir o cargo de deputada estadual, ela era professora de direito.

“Não dá para retirar misoginia e machismo dessa história, mas também vejo a questão ideológica.” Segundo Janaína, ela nunca foi defendida quando atacada por pessoas de esquerda. “Quando os ataques partiam dos bolsonaristas, aí os formadores de opinião falam ‘ai meu deus, que coisa mais violenta’. Não tem diferença.”

“Entendo que chegou o momento dessa reflexão: até que ponto essa diferença de avaliação da gravidade de um contexto, da reprovabilidade de um comportamento não corrobora para esses excessos ganharem poder? Eu não sei se não teria votado em Bolsonaro se não tivesse passado pelo que passei dentro da USP. O radicalismo de um lado gera radicalismo do outro”, ponderou a deputada.

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Outro exemplo foi a candidata à prefeitura de São Paulo pelo PSL, Joice Hasselmann. “A própria Joice passou a ser defendida de episódios misóginos porque foi contra Bolsonaro, senão, não incomodaria formadores de opinião”, opinou.

Pelas más experiências, Janaína afirma que a maior parte dos ataques parte justamente de mulheres. “Essas cobranças de imagem vêm muitas mulheres. Às vezes você fica perguntando porque uma mulher acha que a imagem da outra é tão importante”, relatou.