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Não há plano B, economia é 100% com Guedes, diz Bolsonaro em entrevista

Adriano Machado/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ao jornal O Estado de S.Paulo, Bolsonaro reafirmou seu apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e negou que haja um plano B para a área econômica.

  • "Não tem plano B. A economia é 100% com o Guedes. Não discuto. É 100% com o Guedes", disse.

Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S.Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) reafirmou seu apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e negou que haja um plano B para a área econômica.

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"Não tem plano B. A economia é 100% com o Guedes. Não discuto. É 100% com o Guedes. Dou sugestões às vezes, de vez em quando eu tenho razão, ele diz que vai tomar providência", disse.

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No entanto, à espera de resultados, o presidente tem feito consultas sobre assuntos econômicos a Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), segundo reportagem da Folha de S.Paulo no último dia 29.

Ao destacar o trabalho de Guedes, Tarcísio e Tereza Cristina (Agricultura), Bolsonaro declarou: "Não dá pra dar um cavalo de pau na economia. A economia é um transatlântico", definiu.

Para o ex-capitão, o Brasil está "conseguindo reconquistar a confiança do mundo".

Sobre Guedes, disse que ele segue como seu "posto Ipiranga". "De vez em quando chamo, não deixou de ser… [risos]. Quisera nós termos sempre um posto Ipiranga do nosso lado. Nas Forças Armadas, o posto Ipiranga é um tal de Heleno, conhecem?"

O presidente afirmou também que os resultados econômicos já começaram a aparecer.

"A Caixa está dando boas notícias, diminuindo os juros do cheque especial, sem interferência minha. Eu poderia interferir na Caixa. Eu não posso interferir é no Banco do Brasil, porque não pode, teoricamente, né? Posso interferir trocando o presidente [risos], mas longe disso aí..."

Bolsonaro elogiou a reforma trabalhista de Michel Temer (MDB). "Se o Temer não fizesse a reforma trabalhista, estaria numa situação pior do que estava antes. É muito bonito falar em direitos. Agora quero saber os direitos do desempregado, não tem direito nenhum."

O presidente ainda afirmou que vai terminar obras paradas.

"Não vamos partir para ser igual ao que o PT fez com as refinarias. O que eu tenho falado para os ministros é terminar as obras. Aí podem falar: ‘Ah, começou com a Dilma, com o Temer’. Mas, se a gente não for atrás, vai virar só esqueleto", disse.

Entre as obras que ele pretende terminar, Bolsonaro citou a BR-163, no Pará, e a Ferrovia Norte-Sul. "Eu pretendo fazer isso aí. É comum no meio político perguntar: ‘Qual a sua grande obra?’ Mas, se eu for me preocupar com isso daí, a gente não governa."