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Nanoprice é a primeira marmoraria online do Brasil

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Com a Nanoprice, Belizário promete orçamento com alta precisão em apenas sete passos no site da empresa
Com a Nanoprice, Belizário promete orçamento com alta precisão em apenas sete passos no site da empresa

O administrador Gustavo Belizário estava em um evento com arquitetos quando começou a fazer o que os empreendedores fazem de melhor: entender a dor de um mercado. Entre apertos de mão e conversas, Belizário compreendeu que aqueles arquitetos tinham grandes dificuldades em desenvolver seu projetos em marcenarias e marmorarias. E foi neste último mercado, como num clique, que o administrador teve a ideia de fundar a startup Nanoprice.

De portas abertas desde março de 2019, a empresa é a primeira marmoraria on-line do Brasil. A ideia, segundo Belizário, ataca dois problemas centrais na relação entre arquitetos e decoradores com marmorarias: a falta de agilidade e a ausência de visibilidade. Sobre o primeiro ponto, às vezes levava semanas para sequer ter um orçamento. Quiçá ter o produto em mãos. Sobre o segundo problema, não era possível acompanhar o processo.

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Com a Nanoprice, Belizário promete orçamento com alta precisão em apenas sete passos no site da empresa. Coisa de minutos. Além disso, depois, o cliente pode acompanhar todo o processo de produção da pedra pela plataforma da Nanoprice. “Logo na primeira semana, a gente teve R$ 50 mil de faturamento”, conta Gustavo Belizário, CEO da startup, em entrevista ao Yahoo! Finanças. “Larguei a outra carreira para me dedicar 100% ao negócio”.

De olho no público

Inicialmente, a Nanoprice era mais focada em digitalizar o contato entre arquitetos, decoradores e construtoras com marmorarias. Esses profissionais colocam o projeto na plataforma da startup e acompanham todo o desenvolvimento da pedra — se quiser, até sem qualquer contato humano. Agora, porém, a startup também está de olho no consumidor final com o produto Nanostone. Funciona como uma espécie de marketplace de marmoraria.

“Nós geramos oportunidades para as marmorarias, que entram na nossa plataforma e disputam o cliente final. A marmoraria que tiver um preço melhor, mais justo e competitivo, ganha essa concorrência”, explica o executivo. Nesse ponto, a startup vende uma assinatura para as marmorarias, que pagam um certo valor para ter acesso aos pedidos de orçamento e, assim, ter acesso à uma base de clientes já muito qualificada e focada.

“Nosso diferencial é muito simples e por isso faz sentido. Queremos trazer simplicidade para quem quer comprar e para quem quer vender”, diz o empreendedor da Nanoprice. “A tecnologia não é o fim, mas o meio. A gente tem o diferencial da tecnologia para diminuir o tempo, facilitando a vida do consumidor final. A gente movimenta um ecossistema de marmoraria grande e pulverizado. Elas vendem mais, se conectam com mais clientes”.

Futuro da Nanoprice

Hoje, Belizário se mostra otimista com o futuro da empresa. Ao lado dos sócios Juliana Teixeira e Lucas de Oliveira, a empresa bateu a marca de triplicar o faturamento e o número de projetos em 2020, segundo ano de funcionamento da startup. “Criamos nossa empresa do zero. O bacana é que o nosso negócio não é um copycat tropicalizado. É realmente inovador. Não tem nada parecido com a Nanoprice [no exterior]”, celebra o empreendedor.

A médio prazo, Gustavo espera que a Nanoprice se consolide ainda mais no mercado. “Já temos operações bem estabelecidas em São Paulo e Rio de Janeiro, mas queremos abrir novas praças. Nós conseguimos gerar escala e queremos nos estabelecer no Brasil e nesse mercado”, conta. “A longo prazo pretendemos ser o hub de decoração e de produtos personalizados do Brasil e da América Latina. Hoje, a gente trabalha com mármore. Daqui alguns anos, podemos colocar qualquer tipo de produto personalizado na plataforma”.

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