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Namorada do empresário que vendeu mansão para Flávio trabalhou com ministro Noronha no STJ

Aguirre Talento e Paulo Cappelli
·2 minuto de leitura

O Jornal Nacional, da TV Globo, revelou ontem que o vendedor da mansão comprada pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o empresário Juscelino Sarkis, é namorado da juíza Claudia Silva de Andrade, que assessorou o ministro João Otávio de Noronha enquanto ele ocupou a presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na semana passada, em julgamento da Quinta Turma do STJ, Noronha votou pela anulação da quebra de sigilo fiscal e bancário de Flávio no caso da “rachadinha”.

Cláudia atua na Justiça de Goiás e esteve na equipe de assistentes designada para trabalhar com Noronha em Brasília entre 2018 e 2020. Procurado pelo JN, Noronha afirmou que não tem conhecimento sobre a negociação do imóvel e que Cláudia não trabalhou em nenhum caso relacionado a Flávio Bolsonaro. Sarkis, em nota, disse que o negócio foi feito por corretores, sem que ele conhecesse previamente o comprador e sem o envolvimento da namorada.

O senador conseguiu obter financiamento de R$ 3,1 milhões do Banco de Brasília (BRB) para a compra de uma mansão mesmo tendo apresentado renda familiar inferior à exigida pela instituição financeira. Documentos do registro do negócio em cartório e simulações no próprio BRB indicam que o financiamento concedido ao senador está fora dos parâmetros do banco.

No cartório, está registrado que Flávio tem renda mensal de R$ 28.307,68 e que a de sua mulher, a dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, é de R$ 8.650,00. Somados, os valores correspondem a um rendimento familiar de R$ 36.957,68. Simulações feitas no BRB apontam que a renda mensal mínima líquida para obter um financiamento de R$ 3,1 milhões é de R$ 46.847,35.

O valor da parcela do financiamento, segundo consta no documento de cartório, é de R$ 18 mil, o equivalente à metade do rendimento familiar, ou cerca de 50%. A regra usada pelas instituições financeiras para definir se é seguro conceder o financiamento é que o valor da parcela não pode ultrapassar 30% da renda familiar. Questionado pelo EXTRA sobre quem autorizou o financiamento e sob quais critérios, o banco respondeu que não comenta casos específicos por sigilo bancário. A assessoria do senador não respondeu.

Ontem, partidos de oposição pediram ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-AP), e ao presidente do Conselho de Ética, Jayme Campos (DEM-MT), que o colegiado abrisse um processo contra Flávio, mas Campos argumentou que a aquisição do imóvel não configura um motivo para abertura de processo.