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Nacionalismo deixa países mais pobres à espera de vacinas

Chris Kay, Jason Gale e Michelle Cortez
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O crescente nacionalismo de vacinas de grandes produtores como a Índia atinge com mais força países mais desfavorecidos, que esperam milhões de doses prometidas por meio de uma iniciativa apoiada pela Organização Mundial da Saúde.

Os planos de reter vacinas para uso doméstico aumentam o que o diretor-geral da OMS chamou nesta semana de abismo “grotesco” entre países ricos e pobres em suprimentos de vacinas, outro golpe na perspectiva de solidariedade global para o combate à pandemia de Covid-19.

O Serum Institute of India, maior fabricante mundial de vacinas, é um fornecedor importante da Covax, um programa por meio do qual 2 bilhões de doses de vacinas devem ser distribuídas para países de renda média e baixa, muitos dos quais não têm como fechar contratos para a compra de imunizantes.

Esses planos agora estão ameaçados pela decisão da Índia de reduzir as exportações de vacinas e aumentar a oferta doméstica com o objetivo de combater uma nova onda de casos e expandir a imunização para todas as pessoas com mais de 45 anos. A licença de emergência do Serum concedida no início de janeiro não permite que a empresa cumpra os pedidos de exportação sem a aprovação do governo indiano.

Países em desenvolvimento, do Quênia ao Brasil - onde as mortes ultrapassaram 300 mil nesta semana -, receberam apenas uma fração das doses prometidas, de acordo com dados da aliança de vacinas Gavi, uma das parceiras da Covax. Faltam vacinas principalmente da AstraZeneca, fabricada pelo Serum, não outros imunizantes encomendados pela Covax, como o da Pfizer-BioNTech, mostram os dados da Gavi.

A maioria das alocações iniciais pela Covax da vacina BioNTech-Pfizer foi recebida pelos países, segundo os dados, embora poucas nações em desenvolvimento possam administrar a vacina de RNA mensageiro, devido aos requisitos logísticos de ultracongelamento.

Na quinta-feira, a Gavi disse que o aumento da demanda por vacinas contra a Covid-19 na Índia estava por trás dos atrasos na autorização de novas licenças de exportação do Serum, seu principal fornecedor.

“A Covax está em negociações com o governo da Índia com o objetivo de garantir as entregas o mais rápido possível”, disse um representante da Gavi. O Ministério da Saúde da Índia não quis comentar por meio de um porta-voz.

Essa falta de vacinas para países pobres ocorre apesar de que, globalmente, a oferta é relativamente abundante. A produção de 13 fabricantes de vacinas pode aumentar para 12 bilhões de doses até o final do ano, de acordo com estudo do Centro de Inovação em Saúde Global da Universidade Duke. Isso seria o suficiente para imunizar 70% do planeta se distribuídas igualmente, um objetivo que a OMS agora se esforça para alcançar.

“Há uma necessidade urgente de acesso mais equilibrado às vacinas”, disse Andrea Taylor, que lidera a pesquisa sobre Covid-19 no Instituto de Saúde Global da Duke. “Não podemos permitir que uma parte significativa do mundo espere seis meses ou um ano ou mais para ser vacinada.”

“Isso apenas dá ao vírus mais oportunidades de evoluir de maneiras que podem prolongar muito a pandemia para todos.”

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©2021 Bloomberg L.P.