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Nacionalismo ameaça produção de vacinas Covid, dizem fabricantes

Suzi Ring
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Moderna e a GlaxoSmithKline estão entre um grupo de farmacêuticas que pede aos países que removam as barreiras comerciais relacionadas às vacinas contra Covid-19, em meio ao agravamento da escassez de produtos básicos necessários para a fabricação dos imunizantes em todo o mundo.

A indústria do setor está destacando que o mundo precisa de mais matérias-primas, incluindo lipídios usados nas vacinas de RNA mensageiro, tubos e sacolas plásticas, de acordo com uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira sobre a fabricação de produtos utilizados no combate à pandemia e liderada pela Federação Internacional de Associações e Fabricantes Farmacêuticos. Os membros do painel criticaram o uso de lei dos EUA que protege o abastecimento dos EUA (Defense Production Act), pois isso agrava o problema.

A produção de vacinas depende da disponibilidade de mais de 100 componentes e ingredientes. Enquanto a indústria se prepara para produzir até 10 bilhões de doses este ano, o crescente nacionalismo está ameaçando esses planos, alertaram as farmacêuticas e os grupos comerciais. O governo do presidente dos EUA, Joe Biden, está avaliando um apelo dos democratas progressistas para acelerar o acesso global às vacinas contra a Covid-19.

Junto com os gargalos para adquirir matérias-primas, a indústria também está lutando para encontrar pessoas qualificadas o bastante para aumentar a produção.

“Todos nós trabalhamos fabricando produtos estéreis. Isso significa que eles devem ser feitos de acordo com os mais altos padrões”, disse Roger Connor, presidente de vacinas globais da Glaxo e principal representante de vacinas da Covax, uma iniciativa que visa equilibrar o acesso global a doses. “Conhecimento de esterilização e entendimento do processo não é algo que você pode simplesmente treinar de repente, de um dia para o outro.”

Encontrar pessoas suficientemente qualificadas é um problema que a Moderna tem enfrentado nas últimas semanas, de acordo com Stephane Bancel, CEO da empresa, que também participou do painel nesta sexta-feira. A Moderna disse na semana passada que distribuirá menos vacinas do que o planejado para o Reino Unido, Canadá e outros países neste trimestre devido à redução nas doses de sua cadeia de suprimentos europeia.

A empresa está trabalhando com o parceiro suíço Lonza Group para vacinação na Europa, que teve alguns problemas com a falta de mão de obra, disse Bancel.

“De fato, tivemos alguns atrasos na contratação de pessoas em Lonza”, disse Bancel. “Sei que as equipes estão trabalhando muito para preencher essa lacuna e garantir que possamos maximizar cada dose que pudermos fazer. Mas é por isso que houve alguns atrasos em alguns países nas últimas duas semanas.

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©2021 Bloomberg L.P.