NABE: cortes de gastos pesarão sobre PIB dos EUA

Analistas profissionais concordaram quase unanimemente que cortes gerais de gastos e outras questões fiscais devem segurar a economia dos EUA neste ano. A Associação Nacional de Economia de Negócios (Nabe, na sigla em inglês) fez um levantamento com 49 economistas e constatou que 95% deles afirmam que incerteza sobre a situação fiscal dos EUA é um peso sobre as perspectivas de crescimento do país. Essas preocupações não se limitam aos cortes orçamentários - chamados de sequestro - agendados para esta sexta-feira, mas incluem também uma possível paralisação do governo no final de março e um debate sobre o teto da dívida.

O resultado da pesquisa indica uma expectativa de que crescimento será relativamente lento no primeiro semestre do ano, com aumento dos ganhos durante o verão e o outono norte-americano. A previsão é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,4% no ano cheio de 2013. O número é mais alto que o avanço de 1,5% do ano passado.

Os economistas "sentem que a incerteza será resolvida, mas certamente não será solucionada no primeiro ou segundo trimestre", disse Nayantara Hensel, um dos autores do relatório e economista da Universidade de Defesa Nacional.

Os entrevistados veem poucas chances de que os parlamentares revertam os cortes do sequestro nos próximos dias. Cerca de 60% disse que os cortes ocorrerão como um todo ou em parte na sexta-feira.

Os economistas, no entanto, estavam divididos sobre o peso dessas reduções e de outros debates em Washington sobre a economia. Cerca de 40% afirmou que a política fiscal será um tirará mais de meio ponto porcentual do crescimento do PIB, mas mais de 50% acreditam em um menor impacto.

Hensel disse que a incerteza sobre o orçamento dos EUA influenciou as previsões para este ano. Os economistas com as cinco previsões mais pessimistas alegaram que a economia deve crescer apenas 1,6%, mas os cinco maiores ganhos indicaram que o PIB expandirá 3,4%.

Os entrevistados esperam que a recuperação no setor imobiliário continue este ano e dizem que os gastos de consumidores aumentarão modestamente, ajudando a compensar os gastos menores do governo e as exportações mais fracas.

Para 2014, os economistas são mais otimistas, projetando 3,0% de crescimento do PIB. Cortes menores do governo e gastos mais fortes dos consumidores são esperados.

Eles dizem que o mercado de trabalho vai continuar a melhorar, com a taxa de desemprego descendo para 7,5% no final deste ano e para 7,0% até o final de 2014. Em janeiro, a taxa de desemprego foi de 7,9%.

O Federal Reserve disse que vai manter as taxas de juro de curto prazo em níveis muito baixos até que o desemprego caia para 6,5%, contanto que a inflação permaneça sob controle. As informações são da Dow Jones.

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