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Na saúde, Brasil gasta menos que Chile e mais que Colômbia e México, mostra IBGE

Bruno Villas Bôas

As despesas públicas e das famílias brasileiras com saúde equivale a um terço da média dos países da OCDE As despesas públicas e das famílias brasileiras com saúde equivale a um terço da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), além de dois terços do despendido pelo Chile, mostram dados da Conta-Satélite de Saúde, referente a 2017, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Para chegar a essa conclusão, o IBGE fez a conversão das despesas com saúde per capita das famílias e do governo, no valor de R$ 2.941 em 2017, para o dólar daquele ano, utilizando a paridade de poder de compra. A conclusão é que as despesas brasileiras com saúde são relativamente modestas na comparação a outros países selecionados.

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“Gastamos menos do que os países ricos com saúde. Os EUA gastam 7,7 vezes mais e o país tem uma sistema essencialmente privado. Temos um sistema público que é o SUS, gastos das famílias do bolso e de planos de saúde”, explica a pesquisadora Tássia Holguin, técnica da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE.

O Brasil aparece um pouco melhor, porém, do que outros países emergentes como México e Colômbia, que gastam, respectivamente, 20% e 30% a menos do que as famílias e o governo brasileiros, somados.

A técnica frisou que, além do desenvolvimento e riqueza de cada nação, pesa no gasto com saúde o perfil demográfico. Em geral, países com idosos tendem a ter gastos mais elevados na área. “É claro que também influencia questões demográficas, já que parte dos países desenvolvidos é de população com idade mais avançada”, diz Tássia.

Por este e outros motivos, as despesas com saúde também superam a brasileira em países como Suíça (5,5 vezes acima da brasileira), a França (3,7 vezes), o Canadá (3,6 vezes) e a Hungria (1,5 vez).