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Na primeira reunião de 2021, Banco Central decide manter a taxa básica de juros em 2%

Gabriel Shinohara
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Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA — O Banco Central (BC) manteve nesta quarta-feira a taxa básica de juros, a Selic, em 2%. Esta é a quarta reunião seguida em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decide manter a Selic no menor patamar da série histórica iniciada em 1996.

A manutenção dos juros na primeira reunião de 2021 acontece em um cenário em que as expectativas de inflação para o ano estão abaixo da meta de 3,75%. De acordo com o último boletim Focus, que reúne as projeções de mercado, a inflação deve fechar o ano em 3,43%, expectativa parecida com a do próprio BC, de 3,4%.

No comunicado, o Copom aponta que a inflação deve continuar subindo nos próximos meses, assim como aconteceu no fim de 2020, mas mantém a avaliação de que o choque é temporário.

"A recente elevação no preço de commodities internacionais e seus reflexos sobre os preços de alimentos e combustíveis implicam elevação das projeções de inflação para os próximos meses. Apesar da pressão inflacionária mais forte no curto prazo, o Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, ainda que tenham se revelado mais persistentes do que o esperado".

A decisão já tinha sido sinalizada pelo Banco Central e era amplamente esperada pelo mercado financeiro. Para as próximas reuniões do ano, a expectativa é que os juros comecem a subir em conjunto com a retomada da economia. A projeção do último boletim Focus é que a Selic termine 2021 em 3,25% e 2022 em 4,75%.

Em 2%, a Selic também continua em um patamar considerado estimulativo, ou seja, que ajuda a induzir a atividade econômica. Com os juros básicos baixos, os financiamentos tendem a ficar mais baratos, estimulando a tomada de crédito e investimentos na economia.