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Na ONU, governo Bolsonaro questiona lockdown e diz que "garantiu" vacinas para grupos prioritários

Redação Notícias
·1 minuto de leitura
Brazil's Foreign Minister Ernesto Araujo looks on during a ceremony at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil November 9, 2020. REUTERS/Adriano Machado
Na ONU, o ministro subiu o tom e atacou o que chamou de "tecno-totalistarismo' ao focar sua reprovação às "big-techs" da comunicação. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Em discurso na abertura do Conselho dos Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), o governo de Jair Bolsonaro levantou dúvidas sobre as medidas de isolamento e distanciamento social contra o novo coronavírus

Estiveram presentes os ministros Ernesto Araújo, de Relações Exteriores, e Damares Alves, da Família, Mulheres e Direitos Humanos. Os chefes das pastas também frisaram que o governo brasileiro está "garantindo" a vacinação contra grupos prioritários como idosos, indígenas e profissionais de saúde.

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A fala questionando o lockdown partiu do ministro das Relações Exteriores. "Sociedades inteiras estão se habituando à ideia de que é preciso sacrificar a liberdade em nome da saúde", disse. "Não critico as medidas de lockdown ou semelhantes, que tantos países aplicam. Mas não se pode aceitar o lockdown no espírito humano, o qual dependente da liberdade e dos direitos humanos", completou Araújo.

O ministro subiu o tom e atacou o que chamou de "tecno-totalistarismo", ao focar sua reprovação às "big-techs" da comunicação. 

"O bloqueio de plataformas e sites, até o controle de conteúdo e informação, medidas judiciais e leis que criminalizam as atividades online, o emprego abusivo ou equivocado de algoritmos, a maré crescente de controle da Internet por diferentes atores, movimentos por motivos econômicos ou ideológicos", disse.

'BRASIL ESTÁ GARANTINDO A VACINAÇÃO'

O discurso de Damares foi centrado no plano de imunização do governo federal. A ministra listou as medidas que estão sendo tomadas para atender aos povos indígenas, como a distribuição de cestas básicas, e assegurou que o governo está "garantindo" a vacinação.