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Na Flip, autoras afirmam que natureza é independente do ser humano

·2 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 01.08.2011 - A escritora Adriana Lisboa durante a festa do prêmio São Paulo de Literatura, no museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 01.08.2011 - A escritora Adriana Lisboa durante a festa do prêmio São Paulo de Literatura, no museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Entender a natureza não como algo a ser conquistado pelos homens, mas como um ente com existência própria, cheio de mistérios a serem respeitados, mesmo que eles não sejam compreendidos. Esta foi a tônica da mesa 14 da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, nesta sexta-feira (3), uma conversa transmitida online entre a escritora coreana Han Kang e a brasileira Adriana Lisboa.

"Eu acho que existe uma divisão de papeis, talvez muito questionada nesse momento, que é a de um pensamento humano que sempre se colocou no centro do mundo, e todo o restante, toda a vida, plantas, animais, rios, toda a biosfera, como algo que a gente pode se apropriar. Esta é a origem de um pensamento e de uma postura opressivos, antropocêntricos", afirmou Lisboa.

Kang invocou seu crescimento numa família budista para lembrar que a crença não vê o humano como superior às plantas. A autora então citou o seu premiado livro "A Vegetariana", com o qual ganhou o Man Booker Prize de 2016, dizendo que a protagonista da obra pensa nas plantas como seres mais éticos do que os seres humanos.

Ambas também comentaram sobre seus primeiros contatos com a natureza, pelo fato de o meio ambiente ser personagem dos seus livros. Kang rememorou uma situação na qual disse se sentir mal e ter ido a um templo budista, onde havia uma árvore gigante de mais de mil anos "Parecia que ela estava falando comigo, e fiquei um tempo lá parada ouvindo", disse a escritora.

Lisboa, que acaba de lançar seu quarto livro de poesia, "O Vivo", afirmou que sua relação com as plantas vem do fato de ela ter nascido e crescido na capital fluminense, uma cidade "atravessada pela natureza". Quando nova, ela contou passar as férias escolares subindo em árvores para comer goiaba no interior do estado do Rio de Janeiro.

Parte considerável da mesa, mediada pelo jornalista Guilherme Henrique, se dedicou à discussão de pormenores da poesia de Lisboa e dos enredos da ficção de Kang, de modo que quem leu os livros das autoras pôde compreender melhor a discussão, que perdeu um pouco do interesse

A Flip desta sexta também teve um tom fúnebre. A mesa que aconteceria às 18h, com participação do artista da etnia makuxi Jaider Esbell, foi cancelada devido à sua morte, no mês passado. No lugar do debate, uma tela preta foi exibida durante uma hora, em homenagem à sua memória, e algumas pessoas deixaram mensagens de agradecimento na janela do chat.

Natural de Roraima, Esbell foi um dos principais responsáveis por emplacar obras de arte indígenas no circuito de museus e galerias. Ele participou da Bienal de São Paulo deste ano com pinturas, além de ter organizado uma mostra de arte dos povos originários no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foi encontrado morto em seu apartamento em São Paulo, com 41 anos.

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