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Na Escócia, jogadores de futebol não podem mais cabecear antes e depois de jogos

Na Escócia, jogadores de futebol profissional não poderão mais cabecear a bola no dia anterior e no dia seguinte a partidas. A decisão tem por base estudos que mostram como a prática afeta o cérebro dos atletas. Os times escoceses também terão que limitar a quantidade de treinos envolvendo cabeceio para uma sessão por semana, por conta de relações estabelecidas entre pancadas sucessivas de bola na cabeça e dano cerebral.

A Scottish Footbal Association (SFA) é a responsável pelas regras, baseando-se em um estudo generalizado envolvendo profissionais de futebol e escoceses que não praticam o esporte, para comparação, que descobriu chances 3 vezes e meia maiores de desenvolver demência e outros sintomas neurológicos nos atletas.

Crianças abaixo de 12 anos já não podiam cabecear durante treinos: medida se expandiu a times profissionais na Escócia (Imagem: NomadSoul1/Envato Elements)
Crianças abaixo de 12 anos já não podiam cabecear durante treinos: medida se expandiu a times profissionais na Escócia (Imagem: NomadSoul1/Envato Elements)

Precedentes e estudos

Ainda em 2020, a SFA baniu os cabeceios por crianças abaixo de 12 anos em treinos, pelos mesmos motivos. A Escócia foi o primeiro país europeu a instaurar a medida, seguida da Inglaterra, que, em 2021, restringiu as cabeceadas a 10 "jogadas de força envolvendo a cabeça" por treino.

Segundo a SFA, há evidências de que a memória é afetada por 24h a 48h após uma série de cabeceadas, e proteínas relacionadas ao cérebro são encontradas no sangue em amostras por um curto período após a prática. Diminuindo a exposição dos atletas a ela, os efeitos cumulativos em potencial são diminuídos. Mais de 70% dos times da liga nacional escocesa apoiaram a medida.

A pesquisa que descobriu uma propensão a doenças neurológicas 3 vezes e meia maiores entre os jogadores foi conduzida pela Universidade de Glasgow, em 2019. Também foram notadas chances 5 vezes maiores de morte pelo mal de Alzheimer e 4 vezes maiores de morrer de esclerose lateral amiotrófica.

Estudos apontam que doenças neurológicas, como demência e esclerose, são mais frequentes em jogadores profissionais: não é sabido o que nos cabeceios causa isso exatamente, no entanto (Imagem: astrakanimages/Envato)
Estudos apontam que doenças neurológicas, como demência e esclerose, são mais frequentes em jogadores profissionais: não é sabido o que nos cabeceios causa isso exatamente, no entanto (Imagem: astrakanimages/Envato)

Comparando os atletas de futebol — 7.676 deles, especificamente — com um grupo de controle que não praticava o esporte em meio à população escocesa — mais de 23.000 pessoas —, também se mostrou um número maior de prescrições de medicamentos relacionados à demência, além das tendências a doenças acima citadas. Não foi possível definir, no entanto, se esses números decorrem de concussões repetidas ou outros fatores relacionados às cabeceadas de bola.

Em 2002, vale lembrar, um legista determinou que o ex-jogador Jeff Astle, do time West Bromwich Albion F.C., morreu em janeiro daquele ano em decorrência de "doença ocupacional", ou seja, problemas cerebrais causados pelo cabeceamento constante de bolas de futebol pesadas, feitas de couro. Ele faleceu com 59 anos. Desde então, sua filha, Dawn Astle, vem encabeçando companhas de conscientização, e considerou as regras da SGA "um marco na luta contra a demência no futebol".

Fonte: Canaltech

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