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Na contramão do país, PIB de São Paulo cresce 0,4% em 2020

Ivan Martínez-Vargas
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO — O PIB do Estado de São Paulo cresceu 0,4% em 2020, segundo dados da Fundação Seade apresentados pelo governo estadual nesta quinta-feira. O número contrasta com a queda de 4,1% no PIB do país, divulgado na quarta-feira, e com o recuo da economia mundial, de 3,5%.

O desempenho paulista foi influenciado pelo segmento de serviços e tecnologia, que representa 77% da economia do Estado e cresceu 1,8% no ano, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado. A indústria e o agronegócio, por outro lado, recuaram 2,9% e 1,7%, respectivamente.

A retomada da atividade econômica no Estado se deu a partir do terceiro trimestre do ano passado, com um crescimento de 9,8% em relação ao período de abril a junho, quando a economia paulista havia recuado 6,3% na comparação com o período anterior. Nos últimos três meses do ano, o crescimento foi de 2,5%.

O desempenho de São Paulo foi melhor que o do Brasil nos três primeiros trimestres de 2020, mas nos últimos três meses do ano o país cresceu 3,2%, contra a taxa de 2,5% de São Paulo.

No resultado anual, a economia paulista teve desempenho superior ao registrado nos anos de 2014 a 2017, e inferior apenas às taxas de crescimento obtidas nos dois anos anteriores, de acordo com Henrique Meirelles, secretário da Fazenda de São Paulo.

— Esse crescimento é fruto de um conjunto de ações do governo estadual e também na iniciativa privada. Mantivemos o programa de desestatização, em 2020 e o mantemos no mesmo trilho em 2021. Também mantivemos o programa de concessões, com leilões nas áreas rodoviária, ferroviária e de parques — disse o governador João Doria (PSDB) a jornalistas.

Segundo Meirelles, o desempenho do setor de serviços foi influenciado principalmente pelo bom desempenho do setor financeiro. Os serviços prestados às famílias, os mais afetados com meddias de restrições à mobilidade, tiveram queda.

— Os serviços financeiros, de tecnologia da informação e as atividades imobiliárias cresceram bastante porque houve movimentação grande durante a pandemia, com a reestruturação de espaços corporativos, e pessoas buscando áreas com maior espaço (em imóveis residenciais), inclusive em razão da pandemia — afirmou o secretário.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Helen, afirmou ainda que o governo estadual manteve os níveis de investimento em ciência e tecnologia em 2020 na casa dos R$ 10 bilhões, o que também influenciou o desempenho positivo de São Paulo.

— O investimento do governo federal se reduziu a um terço do que era, e em São paulo nós até aumentamos os recursos, porque a economia gerada com a reforma administrativa pode ser revertida para investimentos — destacou ela.

Vacinação

A estimativa de Meirelles é que a economia paulista cresça 5% em 2021, ante uma projeção de alta entre 3% e 3,5% paa o PIB brasileiro. O secretário afirmou que o ritmo de vacinação contra o coronavírus é crucial para destravar o crescimento econômico.

O governador João Doria reafirmou a promessa de vacinar todos os residentes em São Paulo ainda neste ano, o que garantiria um bom desempenho econômico no Estado em 2021.

— A alta de contaminações (pelo coronavírus) já deve prejudicar o PIB nacional no primeiro trimestre. Vamos aguardar o segundo e o terceiro, muito dependentes da vacinação. A economia vai crescer dependendo do ritmo de vacinação. Em São Paulo, o cronograma segue o planejado, e o Estado inclusive está providenciando a compra de outras vacinas, o que nos dá a confiança de que São Paulo deve atingir um bom nível de crescimento — disse Meirelles.

O governo não divulgou estimativas sobre o impacto econômico das novas medidas restritivas à circulação de pessoas tomadas para combater o avanço da pandemia. A partir de sábado, o estado volta à fase vermelha do Plano São Paulo, em que apenas atividades essenciais têm permissão de funcionar.