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N95 ou PFF2: como identificar uma máscara falsa

·4 minuto de leitura

Para evitar casos de transmissão do coronavírus SARS-CoV-2, o uso das máscaras foi estimulado e defendido pelas autoridades de saúde em todo o mundo. Isso porque elas agem, literalmente, como uma barreira para impedir que o vírus chegue ao seu organismo ou que o gente infeccioso da COVID-19 se espalhe a partir de você. No entanto, há um mercado paralelo de máscaras N95/PPF2 falsas, que podem colocar em risco a saúde do usuário por não protegerem, de forma adequada.

"Em cenários de escassez [de máscaras e equipamentos de proteção contra a COVID-19], é necessário estar atento aos produtos no mercado que não apresentam o desempenho esperado ou anunciado", explica a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em nota divulgada no mês de janeiro. Para ajudar a identificar máscaras N95/PPF2 falsificadas, a agência divulgou algumas dicas importantes.

Máscaras falsificadas podem colocar em risco a saúde do usuário e a proteção contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/CDC/Pexels)
Máscaras falsificadas podem colocar em risco a saúde do usuário e a proteção contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/CDC/Pexels)

Só um instante: máscaras são regulamentadas?

Pode parecer estranho o fato de máscaras serem regulamentadas, mas não é. Essa regulamentação é necessária para garantir que o material usado seja, realmente, capaz de filtrar o ar e os possíveis agentes infecciosos em circulação, como o coronavírus. Em outras palavras, sem a aprovação, não se pode garantir que o produto filtre as partículas transportadas pelo ar de forma eficaz.

Na pandemia da COVID-19, as máscaras N95 — padronizadas com a sigla PFF2, no Brasil — são consideradas como o melhor padrão para a proteção e recebem este nome pela capacidade de filtrarem pelo menos 95% do ar. Além disso, essa máscara é, oficialmente, conhecida como máscara de proteção respiratória ou respirador PFF-2 (S) para riscos biológicos.

No caso brasileiro, as máscaras N95/PFF2 são aprovadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), uma autarquia associada ao Ministério da Economia, e pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No cenário norte-americano, a regulamentação é feita pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (Niosh), que é parte do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Inclusive, as orientações da Anvisa se baseiam no material do Niosh.

Dicas da Anvisa e do Niosh para identificar uma máscara N95/PPF2

Máscaras N95/PFF2 trazem inúmeras informações impressas no tecido (Imagem: Reprodução/Niosh/CDC)
Máscaras N95/PFF2 trazem inúmeras informações impressas no tecido (Imagem: Reprodução/Niosh/CDC)

Selo de aprovação é obrigatório

Para observar se uma máscara N95/PFF2 é original ou falsificada, a primeira regra é verificar se há um selo de algum órgão regulador, como o do Inmetro ou do Niosh. Sem este selo, o usuário já sabe que o produto não recebeu aprovação, não passou por testes e não é possível atestar a sua capacidade de filtragem de pelo menos 95% das partículas transportadas pelo ar.

Mais características importantes de uma máscara aprovada

  • Além do selo, a máscara deve carregar outras informações, como marcações que indiquem lote, fabricante e designação da classificação do filtro;

  • Na embalagem do produto, deve haver a identificação do fabricante, a classe do respirador, pictogramas ou outras instruções de uso sobre armazenamento, data de fabricação e validade;

  • Cuidado com erros de ortografia e digitação nessas informações, já que podem ser considerados como um indicativo de falsificação;

  • Em caso de dúvidas, é possível checar se o fabricante já comercializa, possui regularização ou certificação de conformidade em outros países;

  • A presença de tecidos ou elementos decorativos, como lantejoulas, não é aprovada em máscaras N95/PFF2;

  • Preste atenção no modelo da máscara, pois ele deve conter tiras de fixação. Estes produtos não foram aprovadas com alças que se fixam nas orelhas, já que isso pode comprometer a vedação necessária para a adequada filtragem;

  • Informações de que o produto seria, supostamente, aprovado para crianças configura como falsificação ou pelo menos má-fé do vendedor. Isso porque o Niosh não aprova esses produtos com testes em crianças;

  • Em compras online, títulos que classificam as máscaras como “genuínas”, “verdadeiras” ou "originais" podem levantar suspeitas sobre a origem do produto. Afinal, não é necessário reafirmar autenticidade, quando todas as informações anteriores estão corretas.

Como checar e denunciar informações sobre máscaras falsas?

Anvisa aceita denúncias de máscaras falsificadas (Imagem: Reprodução/Twenty20photos/Envato Elements)
Anvisa aceita denúncias de máscaras falsificadas (Imagem: Reprodução/Twenty20photos/Envato Elements)

Para entender se uma máscara N95/PFF2 está aprovada no Brasil, é possível checar, diretamente, no site do Inmetro. Para isso, o usuário deve entrar na página específica de produtos e selecionar na "Classe de Produto" a seguinte opção: “Equipamento de Proteção Individual – Peça semifacial filtrante para partículas”. Também é possível fazer a consulta pelo nome do fabricante. Para conferir, clique aqui.

Após todas as dicas compartilhadas, se o usuário identificar uma máscara que considera falsa e/ou que não cumpre os requisitos listados, é possível fazer uma denúncia à Ouvidoria da Anvisa através de formulário eletrônico com o máximo de informações (sobre produto, fornecedor e fabricante, bem como fotos e laudos), de modo que possa ser realizada a avaliação. Para acessar o formulário, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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