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Número de pessoas trabalhando no comércio cresceu 0,3% entre 2017 e 2018

Alessandra Saraiva
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O setor de comércio de veículos, peças e motos foi o mais expressivo, segundo o IBGE O total de pessoal empregado no comércio subiu 0,3% entre 2017 e 2018, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, entre 2014 e 2018, houve queda de 4%. O instituto anunciou hoje a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) de 2018. Ao analisar a expansão no número de pessoas ocupadas no comércio por setores, o IBGE apurou que o de comércio de veículos, peças e motos foi o mais expressivo, com aumento de 2,4% entre 2017 e 2018. No comércio atacadista, a alta foi de 0,5% - e estabilidade no comércio varejista, no mesmo período. Marcelo Camargo/ABr Entretanto, em período mais prolongado, todos os grandes setores pesquisados pelo IBGE apresentaram recuo. De 2014 a 2018, houve quedas de 4,8% em comércio de veículos, peças e motos; de 7% no atacado; e de 3,1% no varejo. O IBGE apurou ainda a evolução do mercado de trabalho em 22 segmentos do comércio. De 2017 para 2018, as taxas de elevação mais expressivas no pessoal ocupado no comércio ocorreram nos segmentos de atacado de matérias-primas agrícolas e animais vivos (6,6%); atacado de produtos químicos, siderúrgico, papel, papelão, resíduos e sucatas (3,8%) e comércio de veículos automotores ( 3,6%). Em período mais prolongado, o setor agrícola também foi destaque em população ocupada no comércio. No atacado de matérias primas agrícolas e animais vivos, a alta na ocupação foi de 23,2% entre 2014 e 2018. Outros destaques positivos de expansão, no mesmo período, foram hipermercados e supermercados (12,9%); e comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria, cosméticos e artigos médicos, ópticos e ortopédicos (5,1%). Em contrapartida, as maiores quedas em ocupação no comércio entre 2017 e 2018 foram registradas no varejo. Nesse período, houve recuos de 2,3% no comércio de varejo de produtos novos e usados sem especificação; de 2,2% no de material de construção varejista; e de 1,9% em produtos alimentícios, bebidas e fumo. Entre 2014 e 2018, o destaque negativo foi a queda de 22,1% no pessoal ocupado de comércio por atacado de mercadorias em geral, a mais intensa entre os segmentos pesquisados pelo IBGE. Houve, ainda, quedas de 16,2% no comércio de veículos automotores e de 15,9% no comércio de motocicletas, peças e acessórios ( -15,9%).