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Número de mortes da covid-19 segue em queda — e este é um ótimo sinal

O mundo entra em uma nova fase da covid-19, principalmente para aquelas nações que conseguiram vacinar parte significativa de suas populações. Nas últimas 24 horas, o mundo registrou cerca de 2 mil mortes em decorrência da infecção, segundo a plataforma Our World In Data. No Brasil, foram contabilizadas 53, segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

"A queda de mortes no mundo, iniciada algumas semanas atrás, parece cada vez mais sustentável. A média móvel de mortes por covid-19 hoje é comparável com aquela das primeiras semanas da pandemia, lá por abril e maio de 2020, quando a curva estava começando a subir", explica Pedro Hallal, professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e coordenador do Epicovid-19, em artigo para a Folha de S. Paulo.

Mortes em decorrência da covid-19 estão em queda no Brasil (Imagem: Reprodução/Conass)
Mortes em decorrência da covid-19 estão em queda no Brasil (Imagem: Reprodução/Conass)

Para manter o quadro do coronavírus SARS-CoV-2 controlado e os sinais positivos do controle da doença, "a principal recomendação é que a população mantenha a vacina contra a covid-19 em dia", afirma Hallal. No atual cenário, são três os novos desafios do Brasil:

  • Ampliar a cobertura vacinal de forma homogênea pelos estados;

  • Estimular que as pessoas tomem as doses de reforço;

  • Ampliar a cobertura vacinal de crianças.

Como manter a queda nas mortes da covid?

"Apesar da vacinação ser um sucesso no Brasil, alguns gargalos ainda precisam ser sanados. O primeiro é a desigualdade na cobertura vacinal entre os estados da Federação. Enquanto alguns estados apresentam cobertura próxima a 90%, outros ainda patinam para ultrapassar os 50% da população imunizada", defende o epidemiologista Hallal.

Em números, é possível comparar os dois extremos da vacinação contra a covid-19: São Paulo e Roraima. O primeiro é o estado que lidera a vacinação contra a covid-19 no país, com 85,92% imunizada com duas doses da vacina. Agora, o segundo está na "lanterninha" da imunização, aplicando as doses em apenas 48,17% da população, segundo dados do Consórcio nacional de veículos da imprensa.

Além de tornar mais homogênea a cobertura vacinal no país, é necessário garantir que as pessoas voltem aos postos de imunização para receberem as doses de reforço contra a covid-19. Apenas 41,12% da população brasileira já recebeu a terceira dose. "Comprovadamente, para as variantes mais recentes, as doses de reforço são essenciais", lembra o especialista.

Por fim, é necessário incentivar a vacinação contra a covid-19 de crianças e adolescentes. Hoje, pais e mães ainda são receosos em levar os filhos para a imunização, motivados principalmente por fake news. Por outro lado, nenhuma morte foi associada com os imunizantes disponíveis, segundo dados do próprio Ministério da Saúde.

Pandemia foi mais mortal no Brasil

Vale lembrar que, apesar da melhora do quadro, a covid-19 foi bastante mortal no Brasil. Segundo o Conass, são mais de 664 mil mortos em decorrência da infecção causada pelo coronavírus. Atualmente, a média móvel está em 84.

"Entre os dez países mais populosos do mundo, o Brasil é o que tem a maior mortalidade relativa por covid-19", reforça o especialista. Por aqui, foram 3.104 mortes para cada um milhão de habitantes. Para comparar, o Japão registrou 236 óbitos para cada um milhão.

Fonte: Canaltech

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