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Número de empresas cresce no setor de serviços, mas salário cai em uma década

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 30.09.2020 - Pessoas olham para anúncios de vagas de emprego na Barão de Itapetininga, no centro de São Paulo. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 30.09.2020 - Pessoas olham para anúncios de vagas de emprego na Barão de Itapetininga, no centro de São Paulo. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em uma década, o número de empresas prestadoras de serviços cresceu no país, mas o salário médio ficou menor dentro do setor.

As conclusões integram a PAS (Pesquisa Anual de Serviços) 2019, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O levantamento ainda não reflete os impactos da pandemia de coronavírus, que afetou a economia nacional a partir de 2020. A pesquisa contempla os ramos de serviços não financeiros.

Conforme divulgado pelo IBGE, o setor tinha 969,2 mil empresas em 2010. O número cresceu 41,5% na comparação com 2019, para 1,4 milhão. Ou seja, houve incremento de 402,4 mil negócios ao longo do período.

Embora o estudo não detalhe as razões da alta, a dificuldade no mercado de trabalho pode ter sido um dos motivos que levaram parte dos brasileiros a apostar em uma empresa própria, segundo Marcelo Miranda, analista da pesquisa do IBGE.

Enquanto isso, entre 2010 e 2019, o salário médio mensal no setor de serviços caiu de 2,5 para 2,3 salários mínimos.

A baixa, diz Miranda, pode ser associada a um conjunto de fatores, que vai desde os efeitos de políticas de valorização salarial no começo da década até os impactos da recessão de 2015 e 2016.

"Teve a questão das políticas de valorização do salário mínimo no começo da década, mas não foi só isso. A economia passou por crise depois, houve dificuldades. O aumento do desemprego afeta a oferta salarial", pontua o analista.

Entre 2010 e 2019, as cinco grandes regiões brasileiras amargaram queda na remuneração. Mesmo com a baixa, o Sudeste foi o único local onde o salário superou, em 2019, a média nacional. Na região, a marca foi de 2,5 salários mínimos --estava em 2,8 em 2010. O Nordeste, por sua vez, continuou no posto de região com o menor salário médio (1,7).

"A questão importante desta pesquisa é que 2019 é o marco pré-pandemia. Será um ano de referência para as próximas comparações", comenta Miranda.

O IBGE não faz projeções sobre o comportamento dos salários a partir da chegada da Covid-19. Pesquisas de outras instituições já indicaram perda de rendimento dos trabalhadores, em diferentes setores, por causa da crise sanitária.

Em junho, por exemplo, um levantamento do centro de estudos FGV Social apontou que, no início de 2021, a renda média do trabalho no Brasil ficou abaixo de R$ 1.000 pela primeira vez em 10 anos. Essa conta considera setores diversos, e não apenas serviços.

A pesquisa divulgada pelo IBGE nesta quarta também informou que as 1,4 milhão de empresas ativas de serviços empregavam 12,8 milhões de pessoas em 2019. Foram pagos R$ 376,3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

Cada empresa empregava, em média, nove pessoas. Em 2010, o número era maior: 11 ocupados por negócio.

Em 2019, as empresas ainda registraram R$ 1,8 trilhão em receita operacional líquida. A categoria dos microempreendedores individuais, os MEIs, não entra nos cálculos do instituto.

No ano anterior à pandemia, os serviços de transportes, auxiliares aos transportes e correio seguiram como o principal ramo em termos de geração de recursos. A atividade respondeu por 29% da receita operacional líquida do segmento de serviços à época.

A segunda maior participação em 2019 foi registrada por serviços profissionais, administrativos e complementares (27%).

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