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Número de brasileiros que trabalham menos do que gostariam bate recorde

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SÃO PAULO, SP, 22.07.2019 - Carteira de trabalho e previdência social. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 22.07.2019 - Carteira de trabalho e previdência social. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O número de brasileiros que trabalham menos horas do que gostariam chegou a 7,36 milhões no trimestre encerrado em maio, recorde da série histórica, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (30).

A parcela de trabalhadores nessa situação, classificados pelo instituto como subocupados, cresceu 27,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Isso significa que, em um ano, 1,6 milhão de pessoas passaram a integrar o grupo.

Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) com divulgação mensal.

O instituto também divulgou nesta sexta a taxa de desemprego do país, de 14,6% no trimestre encerrado em maio. Com o resultado, o indicador manteve relativa estabilidade em relação aos trimestres anteriores. Ou seja, mesmo com a incipiente retomada da economia, o desemprego permanece em nível elevado.

O percentual registrado é o segundo maior da série histórica, iniciada em 2012. O recorde (14,7%) foi registrado nos trimestres encerrados em março e abril.

Em termos absolutos, o número de desempregados foi estimado em 14,8 milhões entre março e maio.

Pelas estatísticas oficiais do IBGE, uma pessoa está desocupada quando não tem emprego e segue à procura de novas vagas. O levantamento considera tanto trabalhadores formais quanto informais. O desemprego em nível elevado é motivo de preocupação enquanto a economia brasileira tenta retomada após o baque da pandemia.

No caso da subocupação, o aumento tem sido impactado por atividades como serviços domésticos e alojamento e alimentação, prejudicadas após a chegada da Covid-19. Adriana Beringuy, analista da pesquisa do IBGE, mencionou que há “indícios setoriais” que ajudam a entender o quadro.

“A gente está falando do trimestre encerrado em maio, quando ainda havia algumas restrições de horários ao funcionamento de bares e restaurantes, por exemplo. O aumento da subocupação pode estar associado a diferentes fatores”, frisou.

Entre março e maio, o total da população ocupada foi estimado em 86,7 milhões de pessoas. O número representa relativa estabilidade frente ao mesmo trimestre de 2020. Na comparação com o trimestre móvel anterior, de dezembro a fevereiro, houve alta de 0,9% (mais 809 mil pessoas).

A expansão da ocupação reflete o avanço dos trabalhadores por conta própria, que tiveram acréscimo de 720 mil pessoas. Dessas 720 mil, a maior parte (636 mil) atuava sem registro formal, o CNPJ.

Conforme o IBGE, a taxa de informalidade correspondeu a 40% da população ocupada, o equivalente a 34,7 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, a taxa havia sido menor, de 39,6%. No mesmo trimestre de 2020, estava em 37,6%.

“Hoje temos 2,4 milhões de trabalhadores informais a mais do que há um ano. Contudo, se olharmos o trimestre pré-pandemia (dezembro a fevereiro de 2020), os informais somavam 38,1 milhões de pessoas a uma taxa de informalidade de 40,6%. Ou seja, por mais que os informais venham aumentando sua participação na população ocupada nos últimos trimestres, o contingente ainda está num nível inferior ao que era antes da pandemia”, comparou a analista. ​

Segundo especialistas, a melhora consistente do mercado de trabalho depende de uma retomada mais firme da atividade econômica. O aquecimento dos negócios, por sua vez, está associado ao avanço da vacinação contra a Covid-19.

A imunização é considerada peça fundamental para destravar setores como o de serviços, o principal empregador do país. Na pandemia, serviços diversos foram abalados por restrições, incluindo hotelaria, alimentação e eventos.

O desemprego elevado também preocupa economistas porque é registrado no momento em que a inflação ganha força no Brasil. Ou seja, a combinação entre dificuldades no mercado de trabalho e preços em alta prejudica o poder de compra das famílias.

No último dia 20, relatório do Banco Mundial apontou que os reflexos econômicos da pandemia devem afetar os salários de trabalhadores brasileiros por até nove anos. Na visão da instituição, os efeitos da crise na América Latina serão sentidos principalmente pelos profissionais com menor qualificação e em uma posição mais vulnerável no mercado.

Em junho, o país completou 12 meses sem aumento real de salários, conforme o projeto Salariômetro, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O boletim informou que o reajuste mediano no mês ficou 0,6 ponto percentual abaixo da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Apenas 27,4% das negociações resultaram em ganhos reais para os trabalhadores.

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